
De acordo com o último censo do professor, cerca de 17,5% dos docentes atuam sem formação adequada e são, em sua maioria, professores do ensino fundamental do 1º ao 9º ano. O governo federal divulgou um pacote de medidas para tentar melhorar a qualidade da formação dos professores, que vão de cursos superiores gratuitos para docentes sem formação adequada até o repasse de recursos por meio do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
O tema, um dos principais problemas da educação pública, foi debatido hoje no encontro promovido pelo Grupo Estado e que contou com a participação do ministro Fernando Haddad (foto) e do secretário estadual Paulo Renato Souza.
Segundo o novo Secretário de Educação de São Paulo, o grande desafio dos dias atuais é melhorar o desempenho dos alunos e os índices de aprendizado, fato que ele deixou claro em seu discurso: "Até recentemente, todas as políticas recomendadas para melhorar a qualidade do ensino se concentravam nos meios, ou seja, cuidavam de melhorar as condições objetivas do funcionamento das escolas, de formar melhor os professores, de desenvolver programas para sua atualização e aperfeiçoamento, de melhorar sua remuneração, de equipar as escolas com laboratórios e computadores e assim por diante. Ou seja, estavam focadas apenas nas condições de ensino, com a expectativa de que viessem a produzir os efeitos desejados na aprendizagem dos alunos. No Brasil, apesar de não termos atingido as condições ideais em relação aos meios para desenvolvermos um bom ensino, o fato é que objetivamente estamos melhor que há dez ou doze anos em todos esses quesitos. Entretanto, os indicadores de desempenho dos alunos não têm evoluído na mesma proporção".