terça-feira, 26 de julho de 2011

Maioria aprova programa Cientistas do Amanhã

Secretaria de Educação do Rio ouviu estudantes, professores e gestores escolares

por Luciano Milhomem - Sangari


Noventa e quatro por cento dos alunos, 90% dos gestores e 73% dos professores aprovam o programa Cientistas do Amanhã, método de ensino de Ciências da Sangari adotado em 158 escolas públicas da Cidade do Rio de Janeiro. O resultado extremamente positivo faz parte de recente avaliação realizada pela própria Secretaria de Educação do Rio, que implementa o programa desde 2009, beneficiando mais de 87 mil alunos e cerca de 2 mil professores, a maior parte deles em escolas situadas em áreas de risco. A metodologia da Sangari integra o projeto Escolas do Amanhã e contribui não só para melhorar o aprendizado como também para reduzir o abandono escolar.

Disposta a avaliar o grau de satisfação de estudantes, professores e gestores com o Cientistas do Amanhã, a Secretaria de Educação do Rio realizou, em abril deste ano, pesquisa de opinião com escolas participantes do programa. Desse universo, ouviu 24.111 alunos, o que representa 27,5% do total, assim como 248 gestores escolares e 1053 professores.

Os melhores resultados vieram dos estudantes. Em geral, aproximadamente 94% dos alunos consideram o Cientistas do Amanhã um excelente ou bom programa. Esse percentual praticamente não varia se comparadas as respostas de alunos de anos iniciais (94,3%) com as dos alunos de anos finais (92,4%): 89% dos estudantes revelam que têm gostado mais das aulas de Ciências; 88% afirmam que têm aprendido melhor os conteúdos de Ciências com o material do Cientistas do Amanhã; 72% respondem que têm trocado informações aprendidas nas aulas de Ciências com seus colegas e sua família; 92% consideram que o material do programa é bom.

Em geral, aproximadamente 90% dos gestores consideram o Cientistas do Amanhã excelente ou bom; 86% disseram que o programa tem contribuído para melhorar as aulas de ciências dos seus professores; 73% afirmam que ele tem favorecido a troca de informações e parceria entre seus professores; 63% acham que o programa tem ajudado a tornar os professores mais motivados; 71% responderam que ele oferece apoio e acompanhamento para o desenvolvimento das aulas de Ciências; e 69% acreditam que o Cientistas do Amanhã tem solucionado a falta de material ou a reposição de material encaminhadas pela escola ou ambos.

Quanto aos professores, cerca de 73% deles consideram o Cientistas do Amanhã excelente ou bom; 66% acham que o programa tem contribuído para melhorar suas aulas de Ciências; 67% acreditam que ele tem ajudado seus alunos a aprender mais Ciências; 73% percebem que o programa tem auxiliado a tornar os alunos mais motivados e participativos nas aulas de Ciências.
“Essa experiência no Rio de Janeiro demonstra, mais uma vez, que o programa atinge seu principal objetivo, que é motivar o aprendizado e o ensino de Ciências. O comprometimento, a seriedade e a eficiência com que a Secretaria de Educação o implementa, por sua vez, faz toda a diferença”, observa Ben Sangari, presidente da Sangari Brasil, responsável pela criação do método CTC – Ciência e Tecnologia com Criatividade, adotado no Rio com o nome de Cientistas do Amanhã.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Los líderes globales hablan de educación

En estos días, la escuela estará en boca de líderes globales, cuando el examen ministerial anual que realiza el Consejo Económico y Social de Naciones Unidas

por Jorge Werthein - vice-presidente da Sangari

En estos días, la escuela estará en boca de líderes globales, cuando el examen ministerial anual que realiza el Consejo Económico y Social de Naciones Unidas discuta en Ginebra la aplicación de los objetivos y compromisos convenidos internacionalmente con respecto a la educación. Con algunos matices según las regiones del mundo que se discutan, este conjunto de metas apuntan a un logro fundamental: mejorar la calidad de la educación.

¿En qué piensan los líderes globales cuando piensan en mejorar la calidad de la educación? No piensan en algo tan diferente a lo que imaginan, desean y promueven muchos de los que toman decisiones en materia de política educativa, los docentes, los padres y los alumnos; piensan en hacer una escuela mejor para el mundo en que vivimos.

Algunos datos recientes ayudan a pensar un camino posible de mejora para las escuelas.

- El experto en educación británico Richard Gerver, autor de Creating Tomorrow's Schools Today: Education-Our Children-Their Futures -un libro tan provocador como necesario- aseguró esta semana en una entrevista con el diario español El País que "muchos padres ven que la escuela no funciona". Y apuntó la necesidad de un cambio profundo de los modos de diseñar el currículum, formar docentes y salir del modelo tradicional para apostar por un nuevo modelo de desarrollo y habilidades.

- En Argentina, el Ministerio de Educación de la Nación y el Instituto Nacional de Educación Tecnológica (INET) dieron a conocer un estudio que revela que el 60% de los egresados de las escuelas técnicas sigue estudiando, 55% de los egresados en 2009 hoy tiene trabajo remunerado, 40% trabajando en tareas vinculadas con lo que estudiaron en el secundario. Esta cifra se vuelve más poderosa cuando se compara con la que afirma que sólo 3 de cada 10 jóvenes de entre 18 y 21 años con el secundario terminado tienen empleo. Es evidente que una formación científica y técnica sólida prepara mejor para este mundo, y también para el que viene.

- Evaluar no significa señalar con el dedo lo que se hace mal, sino que puede y debería ser una práctica constante para mejorar el trabajo dentro de las escuelas. En Brasil, Río de Janeiro se sumó en los últimos días a estados como San Pablo, Minas Gerais y Pernambuco, donde se crearon metas para cada escuela pública, consensuadas con las escuelas. Las evaluaciones internacionales como PISA -donde lamentablemente los países de la región, excepto Chile, aún muestran un desempeño preocupante, sobre todo en matemática y ciencias- siguen siendo un indicador muy importante para pensar la calidad educativa. Pero estos tiempos también demandan la construcción de sistemas de evaluación que puedan medir la calidad sumando al rendimiento académico otras aptitudes como la capacidad para asumir riesgos e innovar, la participación en el trabajo colaborativo, la habilidad de hacer y hacerse preguntas.

- Los documentos preparatorios de la reunión de Ginebra señalan la necesidad de contar con programas que permitan asociar la integración de las nuevas tecnologías con la calidad de la educación, ir más allá de las políticas de equipamiento y los planes de formación docente, tan indispensables como el re pensar del para qué de la tecnología en la escuela.

Hoy la calidad educativa pasa por volver a la educación más compatible con las demandas del mundo contemporáneo. Para eso, ya lo sabemos, hace falta tiempo, velocidad y continuidad y recursos materiales al alcance de todos. Más escuela con más y mejores recursos para más equidad.

Jorge Werthein es Doctor en Educación por la Universidad de Satanford, es presidente de Sangari Argentina y fue director de UNESCO Brasil

INFOBAE - 08/07/2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Por trás dos números



Ciep 1º de Maio,escola com melhor Ide-­Rio da rede municipal: entre 2009 e 2010, índice apresentou variação de 72%

por Beatriz Rey - Revista Educação

Após investimento de dois anos, município do Rio de Janeiro dobra o número de escolas bonificadas entre 2010 e 2011; especialistas discutem o que explica a variação tão expressiva.

Em 2009, quando assumiu a pasta da Educação no município do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, ex-secretária de Cultura do Estado de São Paulo, deparou-se com números preocupantes: entre o 4º e o 6º ano, 28 mil dos 685 mil alunos, ou 4% do total, foram identificados em avaliações da rede como analfabetos funcionais. Além disso, a secretaria detectou que 14% do alunado precisaria frequentar aulas de reforço para superar o déficit de aprendizagem. Como o município funciona no sistema de ciclos, muitos professores não aplicavam avaliações contínuas em sala de aula antes do ano de passagem para a nova etapa. Para reverter o quadro, adotou-se, entre outras, a política de responsabilização. Na prática, foi dada a cada escola uma meta a ser alcançada no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos ímpares, e no Índice de Desenvolvimento da Educação do Município do Rio de Janeiro (Ide-Rio) nos anos pares. O Ide-Rio é calculado como o Ideb (com o cruzamento de dados de desempenho em língua portuguesa e matemática e a taxa de aprovação), só que usa as notas da Prova Rio, e não da Prova Brasil. As escolas que atingissem ou superassem o estipulado pela secretaria receberiam um 14º salário. No ano passado, diretores e professores de 5º e 9º anos das escolas com os maiores Idebs também ganharam uma viagem a Nova York.

Em 2010, a partir da análise dos dados dos Idebs de 2007 e 2009, a secretaria bonificou 290 escolas (há 968 no total na rede). Neste ano de 2011, foram usados os Ide-Rios de 2009 e 2010, o que permitiu que 558 escolas recebessem o prêmio. A variação no número de escolas bonificadas é significativa: entre 2010 e 2011, houve um aumento de 92%. Se no ano passado 30% delas receberam a premiação, esse percentual subiu para quase 60% neste ano. Com números tão expressivos, fica a pergunta: como a rede municipal do Rio de Janeiro saiu de um quadro tão alarmante em 2009 para o atual, em que mais da metade das escolas apresentam bons índices de qualidade?

A resposta é complexa. Primeiro, é preciso entender a metodologia de concessão do bônus. O decreto municipal nº 33.399, de 16 de fevereiro deste ano, que institui o sistema de bonificação, dá margem a duas interpretações sobre a fórmula de cálculo. Diz o texto: "as metas de acréscimo terão por base o Ideb ou o Ide-Rio anterior, conforme a tabela". Seguidas da diretriz, há duas tabelas com as faixas de Ideb ou Ide-Rio, acompanhadas de variações percentuais para os anos iniciais e finais do ensino fundamental. Exemplo: uma escola do primeiro ciclo do ensino fundamental cujo Ide-Rio era de 4,5 em 2009 tinha uma "meta de acréscimo" de 8% no cálculo de concessão do bônus de 2011.

Leia matéria na íntegra.