terça-feira, 30 de agosto de 2011

Método da Sangari é adotado nos EUA

Mais de 20 mil estudantes serão beneficiados em 17 Estados norte-americanos
Luciano Milhomem - Sangari

São 58 escolas, mais de 900 salas de aula e 20 mil estudantes, que passarão a estudar Ciências pelo método investigativo da Sangari nos Estados Unidos. As escolas estão nos Estados da Florida, Missouri, Massachusetts, Colorado, Pennsylvania, District of Columbia, Ohio, Louisiana, Michigan, Illinois, Texas e Nova York. O programa também está sendo implementado nas escolas da Universidade do Texas, em Austin e na Michigan State University.

A implementação do método já começou e algumas escolas já receberam o material. "A adoção do método Ciência e Tecnologia com Criatividade - CTC nos Estados Unidos é um marco na história da empresa, que tem obtido resultados estimulantes no Brasil -- em escolas públicas e particulares de Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal -- e na Argentina", afirma Ben Sangari, presidente e fundador da empresa no Brasil.
O CTC é um programa integrado para a educação em Ciências no Ensino Fundamental. Resulta de 11 anos de pesquisas e baseia-se na Metodologia da Investigação. Reúne diversos elementos que, em conjunto, criam um ambiente estimulante e investigativo na sala de aula, promovendo mudanças significativas na forma de ensinar e na aprendizagem dos alunos.

A Sangari foi fundada em 1997, em São Paulo, pelo físico inglês Ben Sangari, um entusiasta da educação em Ciências. Além do programa CTC, a Sangari investe em projetos de responsabilidade social por meio do Instituto Sangari, responsável por megaexposições científicas no Brasil graças a parceria com o Museu de História Natural de Nova York e pelo estudo Mapa da Violência, um balanço detalhado da situação das mortes por causas violentas no Brasil.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Maioria aprova programa Cientistas do Amanhã

Secretaria de Educação do Rio ouviu estudantes, professores e gestores escolares

por Luciano Milhomem - Sangari


Noventa e quatro por cento dos alunos, 90% dos gestores e 73% dos professores aprovam o programa Cientistas do Amanhã, método de ensino de Ciências da Sangari adotado em 158 escolas públicas da Cidade do Rio de Janeiro. O resultado extremamente positivo faz parte de recente avaliação realizada pela própria Secretaria de Educação do Rio, que implementa o programa desde 2009, beneficiando mais de 87 mil alunos e cerca de 2 mil professores, a maior parte deles em escolas situadas em áreas de risco. A metodologia da Sangari integra o projeto Escolas do Amanhã e contribui não só para melhorar o aprendizado como também para reduzir o abandono escolar.

Disposta a avaliar o grau de satisfação de estudantes, professores e gestores com o Cientistas do Amanhã, a Secretaria de Educação do Rio realizou, em abril deste ano, pesquisa de opinião com escolas participantes do programa. Desse universo, ouviu 24.111 alunos, o que representa 27,5% do total, assim como 248 gestores escolares e 1053 professores.

Os melhores resultados vieram dos estudantes. Em geral, aproximadamente 94% dos alunos consideram o Cientistas do Amanhã um excelente ou bom programa. Esse percentual praticamente não varia se comparadas as respostas de alunos de anos iniciais (94,3%) com as dos alunos de anos finais (92,4%): 89% dos estudantes revelam que têm gostado mais das aulas de Ciências; 88% afirmam que têm aprendido melhor os conteúdos de Ciências com o material do Cientistas do Amanhã; 72% respondem que têm trocado informações aprendidas nas aulas de Ciências com seus colegas e sua família; 92% consideram que o material do programa é bom.

Em geral, aproximadamente 90% dos gestores consideram o Cientistas do Amanhã excelente ou bom; 86% disseram que o programa tem contribuído para melhorar as aulas de ciências dos seus professores; 73% afirmam que ele tem favorecido a troca de informações e parceria entre seus professores; 63% acham que o programa tem ajudado a tornar os professores mais motivados; 71% responderam que ele oferece apoio e acompanhamento para o desenvolvimento das aulas de Ciências; e 69% acreditam que o Cientistas do Amanhã tem solucionado a falta de material ou a reposição de material encaminhadas pela escola ou ambos.

Quanto aos professores, cerca de 73% deles consideram o Cientistas do Amanhã excelente ou bom; 66% acham que o programa tem contribuído para melhorar suas aulas de Ciências; 67% acreditam que ele tem ajudado seus alunos a aprender mais Ciências; 73% percebem que o programa tem auxiliado a tornar os alunos mais motivados e participativos nas aulas de Ciências.
“Essa experiência no Rio de Janeiro demonstra, mais uma vez, que o programa atinge seu principal objetivo, que é motivar o aprendizado e o ensino de Ciências. O comprometimento, a seriedade e a eficiência com que a Secretaria de Educação o implementa, por sua vez, faz toda a diferença”, observa Ben Sangari, presidente da Sangari Brasil, responsável pela criação do método CTC – Ciência e Tecnologia com Criatividade, adotado no Rio com o nome de Cientistas do Amanhã.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Los líderes globales hablan de educación

En estos días, la escuela estará en boca de líderes globales, cuando el examen ministerial anual que realiza el Consejo Económico y Social de Naciones Unidas

por Jorge Werthein - vice-presidente da Sangari

En estos días, la escuela estará en boca de líderes globales, cuando el examen ministerial anual que realiza el Consejo Económico y Social de Naciones Unidas discuta en Ginebra la aplicación de los objetivos y compromisos convenidos internacionalmente con respecto a la educación. Con algunos matices según las regiones del mundo que se discutan, este conjunto de metas apuntan a un logro fundamental: mejorar la calidad de la educación.

¿En qué piensan los líderes globales cuando piensan en mejorar la calidad de la educación? No piensan en algo tan diferente a lo que imaginan, desean y promueven muchos de los que toman decisiones en materia de política educativa, los docentes, los padres y los alumnos; piensan en hacer una escuela mejor para el mundo en que vivimos.

Algunos datos recientes ayudan a pensar un camino posible de mejora para las escuelas.

- El experto en educación británico Richard Gerver, autor de Creating Tomorrow's Schools Today: Education-Our Children-Their Futures -un libro tan provocador como necesario- aseguró esta semana en una entrevista con el diario español El País que "muchos padres ven que la escuela no funciona". Y apuntó la necesidad de un cambio profundo de los modos de diseñar el currículum, formar docentes y salir del modelo tradicional para apostar por un nuevo modelo de desarrollo y habilidades.

- En Argentina, el Ministerio de Educación de la Nación y el Instituto Nacional de Educación Tecnológica (INET) dieron a conocer un estudio que revela que el 60% de los egresados de las escuelas técnicas sigue estudiando, 55% de los egresados en 2009 hoy tiene trabajo remunerado, 40% trabajando en tareas vinculadas con lo que estudiaron en el secundario. Esta cifra se vuelve más poderosa cuando se compara con la que afirma que sólo 3 de cada 10 jóvenes de entre 18 y 21 años con el secundario terminado tienen empleo. Es evidente que una formación científica y técnica sólida prepara mejor para este mundo, y también para el que viene.

- Evaluar no significa señalar con el dedo lo que se hace mal, sino que puede y debería ser una práctica constante para mejorar el trabajo dentro de las escuelas. En Brasil, Río de Janeiro se sumó en los últimos días a estados como San Pablo, Minas Gerais y Pernambuco, donde se crearon metas para cada escuela pública, consensuadas con las escuelas. Las evaluaciones internacionales como PISA -donde lamentablemente los países de la región, excepto Chile, aún muestran un desempeño preocupante, sobre todo en matemática y ciencias- siguen siendo un indicador muy importante para pensar la calidad educativa. Pero estos tiempos también demandan la construcción de sistemas de evaluación que puedan medir la calidad sumando al rendimiento académico otras aptitudes como la capacidad para asumir riesgos e innovar, la participación en el trabajo colaborativo, la habilidad de hacer y hacerse preguntas.

- Los documentos preparatorios de la reunión de Ginebra señalan la necesidad de contar con programas que permitan asociar la integración de las nuevas tecnologías con la calidad de la educación, ir más allá de las políticas de equipamiento y los planes de formación docente, tan indispensables como el re pensar del para qué de la tecnología en la escuela.

Hoy la calidad educativa pasa por volver a la educación más compatible con las demandas del mundo contemporáneo. Para eso, ya lo sabemos, hace falta tiempo, velocidad y continuidad y recursos materiales al alcance de todos. Más escuela con más y mejores recursos para más equidad.

Jorge Werthein es Doctor en Educación por la Universidad de Satanford, es presidente de Sangari Argentina y fue director de UNESCO Brasil

INFOBAE - 08/07/2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Por trás dos números



Ciep 1º de Maio,escola com melhor Ide-­Rio da rede municipal: entre 2009 e 2010, índice apresentou variação de 72%

por Beatriz Rey - Revista Educação

Após investimento de dois anos, município do Rio de Janeiro dobra o número de escolas bonificadas entre 2010 e 2011; especialistas discutem o que explica a variação tão expressiva.

Em 2009, quando assumiu a pasta da Educação no município do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, ex-secretária de Cultura do Estado de São Paulo, deparou-se com números preocupantes: entre o 4º e o 6º ano, 28 mil dos 685 mil alunos, ou 4% do total, foram identificados em avaliações da rede como analfabetos funcionais. Além disso, a secretaria detectou que 14% do alunado precisaria frequentar aulas de reforço para superar o déficit de aprendizagem. Como o município funciona no sistema de ciclos, muitos professores não aplicavam avaliações contínuas em sala de aula antes do ano de passagem para a nova etapa. Para reverter o quadro, adotou-se, entre outras, a política de responsabilização. Na prática, foi dada a cada escola uma meta a ser alcançada no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos ímpares, e no Índice de Desenvolvimento da Educação do Município do Rio de Janeiro (Ide-Rio) nos anos pares. O Ide-Rio é calculado como o Ideb (com o cruzamento de dados de desempenho em língua portuguesa e matemática e a taxa de aprovação), só que usa as notas da Prova Rio, e não da Prova Brasil. As escolas que atingissem ou superassem o estipulado pela secretaria receberiam um 14º salário. No ano passado, diretores e professores de 5º e 9º anos das escolas com os maiores Idebs também ganharam uma viagem a Nova York.

Em 2010, a partir da análise dos dados dos Idebs de 2007 e 2009, a secretaria bonificou 290 escolas (há 968 no total na rede). Neste ano de 2011, foram usados os Ide-Rios de 2009 e 2010, o que permitiu que 558 escolas recebessem o prêmio. A variação no número de escolas bonificadas é significativa: entre 2010 e 2011, houve um aumento de 92%. Se no ano passado 30% delas receberam a premiação, esse percentual subiu para quase 60% neste ano. Com números tão expressivos, fica a pergunta: como a rede municipal do Rio de Janeiro saiu de um quadro tão alarmante em 2009 para o atual, em que mais da metade das escolas apresentam bons índices de qualidade?

A resposta é complexa. Primeiro, é preciso entender a metodologia de concessão do bônus. O decreto municipal nº 33.399, de 16 de fevereiro deste ano, que institui o sistema de bonificação, dá margem a duas interpretações sobre a fórmula de cálculo. Diz o texto: "as metas de acréscimo terão por base o Ideb ou o Ide-Rio anterior, conforme a tabela". Seguidas da diretriz, há duas tabelas com as faixas de Ideb ou Ide-Rio, acompanhadas de variações percentuais para os anos iniciais e finais do ensino fundamental. Exemplo: uma escola do primeiro ciclo do ensino fundamental cujo Ide-Rio era de 4,5 em 2009 tinha uma "meta de acréscimo" de 8% no cálculo de concessão do bônus de 2011.

Leia matéria na íntegra.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sangari é Empresa Amiga da Criança

Fundação Abrinq concede o selo pelo compromisso com a infância e a adolescência

Criado pela Fundação Abrinq em 1995, o Programa Empresa Amiga da Criança mobiliza empresas para uma atuação social em benefício de crianças e adolescentes no Brasil. A Sangari também faz parte desse grupo. Acaba de receber o selo da Fundação Abrinq.

O Programa, que estimula o investimento social privado em ações para a infância e adolescência e apoia as empresas na qualificação de suas ações, está simultaneamente estimulando a aplicação, no âmbito empresarial, do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Entre as vantagens de ser uma Empresa Amiga da Criança, está o fato de integrar uma rede de empresas comprometidas com a situação da infância brasileira. Com o reconhecimento por parte da Fundação Abrinq, a Sangari passa a ter o direito de uso do selo Empresa Amiga da Criança, que agrega valor a sua marca e vale também como um diferencial para sua imagem.

Entre os compromissos que as empresas assumem para receber o selo Empresa Amiga da Criança está o desenvolvimento de uma ação de conscientização que deve ser realizada com todos os públicos da empresa, informando sobre os prejuízos do trabalho infantil.

A Fundação Abrinq é uma instituição sem fins lucrativos criada em 1990, mesmo ano da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Seu principal objetivo é mobilizar a sociedade para questões relacionadas aos direitos da infância e da adolescência. Tem como orientação a Convenção Internacional dos Direitos da Criança (ONU, 1989), a Constituição Federal Brasileira (1988) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990).

“Como Empresa Amiga da Criança, a Sangari pretende contribuir para missão da Fundação Abrinq de promover a defesa dos direitos e o exercício da cidadania de crianças e adolescentes”, afirma o presidente da Sangari Brasil, Ben Sangari. Com seu método de ensino de Ciências, a Sangari vem revolucionando o aprendizado dessa disciplina em centenas de escolas brasileiras.

The Economist destaca pesquisa do Instituto Sangari

Em matéria sobre violência no Brasil, revista inglesa utiliza dados do Mapa da Violência

A prestigiada revista inglesa The Economist, especializada na cobertura de temas políticos e econômicos, publicou matéria sobre a violência no Brasil, com destaque para a situação do Estado de Alagoas e mais especificamente de sua capital Maceió. Sob o título "Crime no Brasil -- Sempre conosco -- A violência continua, mas em lugares diferentes", a publicação, em sua edição deste mês de junho, entrevista o autor do Mapa da Violência 2011, Julio Jacobo Waiselfisz, e menciona o Instituto Sangari como "think-tank", um centro de reflexão (ver matéria na íntegra abaixo).

Always with us
Violence continues, but in different places

THE road from Maceió, the capital of Alagoas state, to its airport passes luxury-car showrooms and shops selling outsize Jacuzzis. In the central reservation, indigent families live under plastic sheeting. Even by the standards of Brazil’s north-east, Alagoas is scarred by poverty and extreme inequality. With 107 murders per 100,000 people, Maceió is also the most violent state capital in Brazil, just as, with 60 murders per 100,000, Alagoas is the country’s most violent state (see chart). It is a place of sugar and cattle, where the sugarcane cutters settle scores with fists and knives and the well-connected escape punishment by using contract killers instead.

Year-round sunshine, beautiful beaches and coral reefs mean tourism offers Alagoas’s best chance of development. But its status as Brazil’s crime capital puts that at risk. State officials are desperate to point out that Alagoans kill each other, not outsiders, and in slums, not beauty spots. Victims and murderers are often indistinguishable: unemployed, illiterate, drug-addicted young men, says Jardel Aderico, the state secretary for peace, whose job title represents an aspiration.

Brazil’s murder rate barely budged during the past decade, at around 26 per 100,000. But the geography of murder changed, notes Julio Jacobo Waiselfisz of the Instituto Sangari, a think-tank in São Paulo. In 1998 São Paulo and Rio de Janeiro were more violent than average; Alagoas was not. Better policing and economic growth have seen the murder rate fall by nearly two-thirds in São Paulo and two-fifths in Rio over the decade. Criminals squeezed out of long-held strongholds followed the money to areas of new industrial development and tourist destinations. Illegal logging and land grabs, together with new cross-border routes for guns and drugs, stoked crime in the Amazon. And Alagoas, its state government debt-ridden and police force weak, corrupt and often on strike, was at times close to lawless.

Things are starting to improve in Alagoas. The World Bank, which in 2009 lent the state $195m to stabilise its finances and improve its management, says the loan targets have been met. It is now working with the state on a plan to eradicate extreme poverty. Alagoas’s governor, Teotônio Vilela Filho, recently re-elected for a second term, has bought the police new cars and guns, and ended the practice of appointing police chiefs according to their political connections. Mr Aderico hopes that “peace lessons” in schools will create a less violent generation of Alagoans.
But in the short term the state’s best hope of moving down the murder rankings is for others to move up. Local politicians want to split Pará, a large Amazonian state, into three. If they succeed, Brazil’s map of violence will change once more. Marabá, which would become capital of south Pará, would inherit the title of murder capital and spare Maceió its shame.

The Economist - 09/06/2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

Estudantes brasileiros ganham prêmios de ciências nos EUA

Por Luciano Milhomem

Dezesseis estudantes brasileiros foram premiados na edição 2011 da Feira Internacional Intel de Ciência e Engenharia. Alunos do Ensino Médio ou Técnico de diversas cidades do país, eles desenvolveram projetos científicos em diferentes áreas, de Engenharia a Meio Ambiente, passando pelas Ciências Sociais e do Comportamento. Programa da Sociedade pela Ciência e pelo Público, organização sem fins lucrativos dedicada ao envolvimento da sociedade em pesquisa científica e educação, a Intel ISEF reuniu em Los Angeles, no último dia 13 de maio, mais de 1500 finalistas, que disputavam mais de U$ 4 milhões em prêmios em dinheiro, bolsas de estudo e outros benefícios.

“Patrocinamos a Feira Internacional de Ciência e Engenharia por acreditarmos que a matemática e a ciência são imperativas para a inovação”, afirmou Shelly Esque, vice-presidente de Assuntos Corporativos do Grupo Intel. “Essa competição global destaca a juventude que tenta resolver os desafios mais prementes do mundo por meio da ciência”, completou. Neste ano, mais de 1500 jovens empreendedores, inovadores e cientistas foram selecionados para competir na Feira, a maior competição de pesquisa científica do mundo voltada para estudantes do Ensino Médio. Os jovens foram selecionados em 443 feiras afiliadas em 65 países, regiões e territórios, entre eles o Brasil.

Para Marcelo Jung Eberhardt, 18 anos, de Novo Hamburgo (RS), a participação na Intel ISEF representa o início de sua jornada científica e a recompensa por longo tempo de trabalho e horas de laboratório. “Participar de um evento como esse, conhecendo novas pessoas, novas culturas, e aprendendo cada vez mais sobre assuntos diversos é algo que não tem preço, nem explicação”, declara à Sangari o co-autor do projeto “Bioremoção do Cromo em Resíduos de Couro”, realizado em parceria com Patrick Comassetto Fuhr, seu colega de 4º ano no curso técnico em Química na Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha. Marcelo e Patrick mereceram o prêmio porque desenvolveram metodologia inovadora que permite remover cerca de 80% do cromo no resíduo de couro. “O cromo é um metal pesado que traz risco à saúde humana, além de causar problemas ambientais”, explica Marcelo.

Da mesma escola, Vinícius Muller, 19 anos, relata que vem trabalhando com pesquisa há 3 anos com o objetivo de participar da Intel ISEF. “Este ano foi minha última oportunidade de tentar alcançar esse sonho, uma vez que meus estudos no Ensino Técnico foram concluídos no ano passado. Portanto, essa conquista tem um significado muito especial para mim. Agora, ter o projeto reconhecido entre tantos outros trabalhos excelentes é indescritível. Tenho certeza de que todo esforço e dedicação valeram muito a pena não só por esse resultado, mas por toda aprendizagem que adquiri e pessoas que conheci durante toda essa trajetória e que certamente vou levar para sempre”, declara.

Vinícius fez jus ao prêmio ao desenvolver o projeto “Tocando Notas II: Música para os Sentidos”, que consiste em um dispositivo com o qual deficientes auditivos podem perceber a música por meio do tato. “A ideia é resgatar a música para a pessoa surda e expandir sua capacidade musical para outros sentidos. Esse dispositivo vai interpretar as notas musicais recebidas e codificá-las em vibrações, de acordo com suas respectivas características. Ele pode ser conectado em instrumentos musicais ou no computador”, explica o estudante.

O tato humano, no entanto, tem sensibilidade para perceber frequências de até cerca de 1kHz, enquanto o ouvido é capaz de perceber frequências de aproximadamente 20kHz, segundo o jovem pesquisador. Dessa forma, muitas informações musicais seriam perdidas se enviadas diretamente para a pele. “Portanto, criei um controle de altura das notas por oitava, de maneira que a frequência das vibrações pudesse ser reduzida de forma padronizada e adequada para esse fim, expandindo a faixa de notas perceptíveis pelo tato, aumentando a sensibilidade da música pela pele, mas sem que essas vibrações perdessem suas características e qualidades musicais”, detalha.

Para os estudantes gaúchos, a escola fez toda a diferença. “Terminei o Ensino Técnico em Eletrônica no ano passado. Pelo fato de ser um ensino técnico, percebo que a maior parte dos conteúdos da aula de física era bem explorada, com demonstrações e experiências práticas, o que facilitava a aprendizagem do conteúdo e também instigava o entendimento de determinados fenômenos. Por outro lado, às vezes, sentia falta desses conceitos em disciplinas de Biologia e Química, por exemplo, que muitas vezes eram trabalhadas de forma rápida e pouco interessante, buscando atender aos conteúdos listados no vestibular”, relata Vinícius. Marcelo garante que não mudaria uma vírgula na escola em que está. “Sendo a Fundação Liberato uma escola técnica, fazemos, vemos e aprendemos ciência todos os dias”, afirma.

Abaixo, a relação completa (em ordem alfabética) dos premiados brasileiros na Intel ISEF 2011 (Grande Prêmio e Prêmio Especial).

Vencedores do Grande Prêmio:

Adriana Ferreira Santana e Tiago Tolone Craveiro de Oliveira.
ETEC Getúlio Vargas, São Paulo, SP
17 anos.
Projeto: “Oilchemistry: Recycling of Soybean Oil to Produce Alkyd Resins and Paint.”
Área: Gestão Ambiental.

Ana Sofia Cardoso Monteiro.
Colégio Marista São Luis, Recife, PE.
16 anos.
Projeto: “The Constitutionality Index: A Judiciary and Macroeconomic Guidance
for International Entrepreneurs When Investing in National Economies.”
Área: Ciências Sociais e do Comportamento.

Kawoana Trautman Vianna.
Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Veira da Cunha, Novo Hamburgo, RS.
18 anos.
Projeto: “Fabric to Health Treatments Impregnated of Zirconium Oxide and Silver Nanoparticles with Chitosan II.”
Área: Medicina e Ciências da Saúde.

Lorraine da Silva Campos e Vanessa Estefano Uriza.
Escola Americana de Campinas, Campinas, SP.
16 anos.
Projeto: “Preparation of Hyaluronic Acid Nanoparticles with A. chica for Applications
in Wound Healing.”
Área: Engenharia de Materiais e Bioengenharia.

Marcelo Jung Eberhardt e Patrick Comassetto Fuhr.
Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, Novo Hamburgo, RS.
18 anos.
Projeto: “Bioremoving of Chrome in Leather Shavings.”
Área: Gestão Ambiental.

Vinícius Guilherme Muller.
Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, Novo Hamburgo, RS.
19 anos.
Projeto: “Touching Notes II: Music for the Senses.”
Área: Engenharia Elétrica e Mecânica.

Vencedores do Prêmio Especial:

Amanda De La Rocque Rodrigues (20 anos), Carlos Henrique Leite da Silva (19) e Paolo Damas Pulcini (19).
Escola Técnica Getúlio Vargas, São Paulo, SP.
Projeto: “An Expanded Polystyrene-based Ion-exchange Resin and Analysis of Its Retention of Heavy-metal Ions.”
Prêmio do National Collegiate Inventors and Innovators Alliance/ The Lemelson Foundation.

Heitor Geraldo da Cruz Santos.
Colégio GGE, Recife, PE.
16 anos.
Projeto: “Problematizing Pedagogy as a Nutritional Education Strategy: A Social Constructivist Approach.”
Prêmio da China Association for Science and Technology (CAST).

Leonardo de Oliveira Bodo.
Dante Alighieri, São Paulo, SP.
17 anos.
Projeto: “Weaving Health: The Weaving of Antimicrobial Substances from the
Ootheca of the Banana Spider II.”
Prêmio da American Society for Microbiology.

Lucas Ribeiro Mata.
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense, Macaé, RJ.
17 anos.
Projeto: “Thermoprocessing Prototype Plant for the Sugar Cane Bagasse Aiming the Production of Dimethylether.”
Prêmio do International Council on Systems Engineering – INCOSE.

Matheus Manuppella.
Colégio Hebraico Brasileiro Renascença, São Paulo, SP.
17 anos.
Projeto: “The Technologies as a Resource for the Effective Learning of the Adolescents and Bearers of ADHD (Attention Deficit Hyperactivity Disorder).”
Prêmio do Illinois Institute of Technology – College of Psychology.

Mais informações no site www.societyforscience.org .

quinta-feira, 31 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

Principais destaques

Destacamos abaixo os principais assuntos do momento no canal de notícias. Confira!

Estudo do Instituto Sangari inspira fala da presidente Dilma Rousseff
No Café com a Presidenta, ela se mostra preocupada com violência contra a mulher

Mapa da Violência leva prefeitura a criar atendimento exclusivo à mulher
A Prefeitura de Monte Mor, cidade da região metropolitana de Campinas (SP), instalará serviço municipal para acolher mulheres vítimas de violência

Química é tema de concurso nacional de trabalhos e desenhos
Sangari apoia iniciativa da UNESCO

segunda-feira, 14 de março de 2011

Unesco aponta programa da Sangari como exemplo único de educação em Ciências

Em relatório mundial, a instituição dedica todo um capítulo à metodologia criada no Brasil e detalha como suas aulas encantam as crianças

Relatório mundial da Unesco sobre os desafios para levar a educação científica às crianças aponta a metodologia de ensino de Ciências da Sangari (CTC!) como um exemplo positivo e único, com origem no Brasil. O estudo é intitulado Desafios Atuais da Educação Básica em Ciências e traz um anexo especificamente sobre o programa da Sangari, com o nome Uma aula de Ciências CTC: Solução única em educação científica com origem brasileira.

Em sua introdução, o relatório da Unesco (ainda na versão em inglês) informa que o seu ponto de partida foi a definição das Metas de Desenvolvimento do Milênio, um conjunto de objetivos alinhados por várias lideranças mundiais no ano de 2000 para transformar a Educação em uma prioridade global capaz de reduzir as disparidades sociais.

Leia a íntegra da matéria e acesse o PDF, em inglês

quinta-feira, 10 de março de 2011

Entrevista de Jorge Werthein à agência IPS ganha repercussão internacional

Vice-presidente da Sangari deu declarações sobre a desigualdade de acesso a cargos de chefia para pesquisadores homens e mulheres

Uma das maiores agências de notícias do mundo, a IPS (Inter Press Service), publicou entrevista com o vice-presidente da Sangari, Jorge Werthein, sobre a desigualdade no preenchimento de cargos de chefia em instituições de pesquisa entre homens e mulheres no Brasil.

A reportagem que traz Werthein fez parte de uma extensa lista de matérias distribuídas pela IPS para o mundo todo por ocasião do Dia Internacional de Mulher, em 8 de março, abordando vários temas relativos às mulheres.

Intitulada Muitas cientistas brasileiras, poucas na chefia, a reportagem mostra que homens e mulheres estão presentes na mesma proporção no universo da pesquisa no Brasil, mas que nos cargos de chefia, existe uma clara predominância do sexo masculino.

Leia a íntegra

Estadão publica artigo de Cristovam Buarque e Jorge Werthein sobre o poder da ciência

O senador e o vice-presidente da Sangari mostram o papel essencial que a educação científica tem no protagonismo global de uma nação

O jornal O Estado de S. Paulo publicou nesta quarta-feira (9/3) um artigo escrito a quatro mãos, pelo senador Cristovam Buarque e o vice-presidente da Sangari, Jorge Werthein, sobre a importância que a educação científica tem na construção de um país com relevância global.

Educadores de primeiro time, Cristovam e Werthein exemplificam como os países que trilham o caminho de ensinar Ciências às suas crianças acabam por superar as nações que negligenciam a formação científica.

No texto publicado pelo Estadão, que é o quarto maior jornal do Brasil em circulação, os educadores apontam situações em que o ensino científico é mais do que uma necessidade econômica, mas um meio de garantir também o respeito dos outros países e evitar ameaças.


Leia a íntegra

sexta-feira, 4 de março de 2011

Reportagem de O Globo destaca queda de 36% na evasão de alunos nas Escolas do Amanhã

Claudia Costin, secretária de Educação do Rio, afirmou ao jornal que a redução na evasão em escolas em áreas de risco superou expectativas

A redução de 36% na evasão de alunos do programa Escolas do Amanhã, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, foi tema de reportagem do mais importante jornal do Estado e o terceiro maior em circulação no Brasil, o Globo, nesta sexta-feira (4/3).

As Escolas do Amanhã são 158 estabelecimentos da rede municipal do Rio, sendo 150 deles localizados em áreas conflagradas, como o Complexo do Alemão, por exemplo. O currículo de Ciências nessas escolas é desenvolvido com a metodologia da Sangari, com o nome de Cientistas do Amanhã.

Dados da Secretaria Municipal de Educação mostram que a evasão de alunos nessas escolas caiu de 5,1%, registrado no fim de 2008, para 3,26%, no ano passado. A matéria enfatiza que “embora ainda esteja acima da média das outras escolas da rede da prefeitura (2,35%), esta é a primeira vez que o índice apresenta redução acentuada”. Os dados haviam sido antecipados na coluna do jornalista Ancelmo Gois, também em O Globo, nesta quinta-feira (3/3).

Veja a íntegra

Estudo do Instituto Sangari embasa projeto que inclui direito à internet na Constituição

Senador cita livro Lápis, Borracha e Teclado, do diretor de Pesquisa do Instituto, Julio Jacobo, para revelar um apartheid digital no Brasil

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de número 6/11, hoje em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), utiliza uma obra publicada pelo Instituto Sangari como base para defender que a inclusão digital seja inserida na lista de direitos sociais estabelecida pela Constituição Federal.

A PEC é de autoria do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e foi motivada pela constatação de que há um precário acesso à internet entre estudantes pobres, negros e moradores de regiões menos desenvolvidas do país.

A proposta do senador encontrou respaldo no livro Lápis, Borracha e Teclado, do diretor de Pesquisas do Instituto Sangari, Julio Jacobo Waiselfisz, publicado em 2007. Neste estudo, o pesquisador mostrou que, entre os 10% mais pobres, apenas 0,6% tinham acesso a computador com internet. Entre os 10% mais ricos, o índice subia para 56,3%.

Leia a íntegra

Maior site de notícias da Argentina repercute Mapa da Violência do Instituto Sangari

Infobae.com publica reportagem com ênfase na violência contra os jovens no Brasil e cita disposição do governo em tomar medidas

O principal site de notícias da Argentina, Infobae.com, publicou uma extensa matéria com os pontos principais do Mapa da Violência 2011, com ênfase na questão da violência contra os jovens brasileiros.

Produzido pelo Instituto Sangari, o Mapa da Violência está em sua 11ª edição e transformou-se num estudo referencial sobre o tema da violência. Seu conteúdo é largamente divulgado em veículos de imprensa como base de reportagens, além de servir no meio acadêmico como fonte para estudos em todos os níveis e também para embasar políticas públicas de segurança pública e combate à violência.

Leia a íntegra

quarta-feira, 2 de março de 2011

SBT apresenta Ben Sangari em programa sobre empreendedorismo

A Grande Ideia, que vai ao ar no Jornal do SBT Noite, mostrou a história do projeto vitorioso de levar Ciência para as crianças nas escolas brasileiras

O físico Ben Sangari, presidente da Sangari, foi o protagonista do quadro A Grande Ideia, que vai ao ar todas as segundas-feiras no Jornal do SBT Noite, apresentado pelo jornalista Carlos Nascimento. A Grande Ideia traz reportagens sobre as histórias de empreendedores que conseguiram tirar suas ideias do papel e implementá-las na prática.

Ben Sangari tem uma trajetória que se encaixa no espírito do quadro veiculado pelo telejornal do SBT. Ele chegou ao Brasil em 1997 e, diante do cenário que observou, ficou com a convicção de que o ensino de Ciências precisava receber um impulso no País.

“Qualquer nação que tenha aspiração de ser grande, como é o caso do Brasil, precisa investir em educação científica, para formar os pensadores que irão fazer as descobertas, as inovações que impulsionam a sociedade”, afirma Ben.

Veja a íntegra da matéria e o vídeo do SBT

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Estudo do Instituto Sangari vai embasar ações do governo federal na área de segurança

No lançamento do Mapa da Violência 2011, ministro da Justiça elogiou a pesquisa e disse que sem dados não se combate a criminalidade

O vice-presidente da Sangari, Jorge Werthein, defendeu uma ação integrada entre prefeituras, governos e a sociedade civil para um efetivo combate à criminalidade, durante o lançamento do Mapa da Violência 2011 – Os Jovens do Brasil. O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, endossou esse compartilhamento das responsabilidades e anunciou medidas de enfrentamento da violência com base no estudo.

O Mapa da Violência 2011 foi feito pelo Instituto Sangari e contou com a parceria do Ministério da Justiça nesta sua 11ª edição, apresentada em Brasília nesta quinta-feira (24/2) pela manhã.
Para Werthein, políticas de enfrentamento do crime não funcionam de forma isolada. "Aprendemos que a violência só pode ser combatida efetivamente quando o governo federal, os governos estaduais e as prefeituras assumem juntas as suas responsabilidades, assim como as organizações da sociedade civil".

“Temos de atuar em conjunto com governadores e prefeitos para responder com superação dos obstáculos. Precisamos de uma política nacional de combate à violência, para que tenhamos resultados melhores no próximo período", concordou Cardozo no auditório lotado durante a cerimônia de apresentação do Mapa.

Segundo o ministro, o Mapa da Violência servirá de embasamento para uma série de ações que ele pretende implementar em sua gestão. “O magnífico trabalho do Instituto Sangari mostra que não podemos ter nos nossos ombros, ou jogar nos ombros dos outros, a responsabilidade pelo enfrentamento da violência. Isso tem de ser compartilhado”, afirmou o ministro.

Cardozo lembrou do valor que a boa informação traz no combate à violência e elogiou o trabalho da Sangari, que ele classificou com sendo de grande valia para o governo. “Sem informação, não tem enfrentamento da violência. Com esses dados, vamos poder, por exemplo, fazer um colóquio em Alagoas (Estado líder do ranking de mortes violentas) com especialistas para buscar soluções e definir políticas”, completou o ministro da Justiça.

Outra medida importante que Cardozo anunciou é a volta das políticas de desarmamento, que tomaram conta da discussão sobre a violência no Brasil a partir de 2003 e que culminaram com o Referendo do Desarmamento. Números do Mapa da Violência mostram que a criminalidade teve queda logo após aquele período, mas ela voltou a subir, o que levou a Cardozo a concluir a favor da retomada das campanhas.

"Se alguém tinha alguma dúvida de que a política de desarmamento tinha resultados, os números mostram isso de forma clara. Isso quebra os argumentos daqueles que acham que armar a população é uma boa política de segurança. É o contrário, é o desarmamento que leva à queda dos índices."

Veja o Mapa da Violência 2011 em www.mapadaviolencia.org.br

SAIBA MAIS:
Instituto Sangari e Ministério da Justiça lançam Mapa da Violência 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sangari e educação de qualidade, no Correio Braziliense

Principal jornal de Brasília publica artigo de Jorge Werthein sobre as oportunidades que o Brasil pode aproveitar na emergente Índia

O jornal mais importante do Distrito Federal, o Correio Braziliense, publicou nesta segunda-feira um artigo do vice-presidente da Sangari, Jorge Werthein, intitulado O Caminho das Índias. No texto, Werthein traça um paralelo entre o imenso potencial de crescimento de Brasil e Índia, assim como seus consequentes desafios, para mostrar que há entre esses dois gigantes um ponto em comum: uma necessidade estratégica de se investir em educação de qualidade.

Publicado no alto da página de Opinião do diário brasiliense, o artigo de Werthein aponta as históricas desigualdades que existem no país asiático, como seus mais de 400 milhões habitantes vivendo na miséria, ao mesmo tempo em que já vislumbra se tornar a terceira maior economia do planeta.

É dentro desse país de contrastes que o Brasil pode encontrar oportunidades de negócios dos mais lucrativos, na análise do executivo da Sangari, nos próximos anos. A questão, porém, é oferecer aqueles produtos e serviços de base tecnológica avançada e não apenas riquezas minerais e alimentos que o Brasil tem em abundância.

Para Werthein, é preciso desde já avançar na preparação de uma geração capaz de produzir esses resultados exigidos pelo mercado internacional. E o caminho para isso passa, necessariamente, por mão de obra qualificada, inovação, ciência e tecnologia. O elo comum a tudo isso é a educação de qualidade.

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

É preciso colocar professores e alunos mais próximos à Ciência, afirma especialista

Doutor em Química pela UFPE diz que as faculdades que formam os docentes precisam dar ênfase ao ensino científico

Professores e alunos precisam ficar mais próximos ao ensino de Ciências. Essa é a análise feita por Antonio Carlos Pavão, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), quando se discute a importância que as Ciências têm para a construção do conhecimento coletivo no ambiente acadêmico.

Pavão é doutor em Química e professor dessa disciplina na UFPE, além de membro da Comissão Técnica do Programa Nacional do Livro Didático em Ciências do Ministério da Educação. Entusiasta do ensino de Ciências, o especialista afirma que o aprendizado dessa matéria é fundamental, pois o conhecimento científico hoje permeia todos os outros conteúdos.

Para isso, ele defende que os futuros educadores recebam na faculdade uma formação mais sólida em Ciências. “O professor de primeira a quarta série em geral não tem formação em Ciências. É comum que o currículo da faculdade traga uma ou outra disciplina isolada. E o professor fica num dilema quando chega na escola, porque ele é obrigado a dar aula de Ciências”, diz ele

O resultado, segundo Pavão, é que o educador acaba por pegar o livro e reproduzir seu conteúdo de forma automática para os estudantes. “Qualificar o professor em Ciências é trabalhar com uma metodologia e a construção coletiva do conhecimento, que envolve o professor e o alunado”, conclui.

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Isaac Roitman: escalabilidade é um mérito da metodologia da Sangari

Pesquisador aponta o CTC! como um dos programas de ensino de Ciências já aplicados no Brasil com resultados eficazes

Há vários, e bons, projetos de educação em Ciências no Brasil, e um deles é o programa criado e desenvolvido pela Sangari, o Ciência e Tecnologia com Criatividade – CTC! A afirmação é do pesquisador Isaac Roitman, professor aposentado da Universidade de Brasília, coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências.

Em entrevista, Roitman descreve experiências de Educação científica que estão em curso no Brasil, bem sucedidas e válidas do ponto de vista pedagógico. Ao se referir à metodologia da Sangari, Roitman menciona os mesmos bons atributos que os outros programas apresentam e cita a capacidade do CTC! de atender a muitos alunos simultaneamente.

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Só educação é capaz de romper o ciclo da pobreza, diz conselheiro da Sangari

Juan Carlos Tedesco, ex-ministro da Educação na Argentina, diz que não há uma bala de prata, uma solução só para todos os problemas da educação, e aponta quatro medidas cruciais

Juan Carlos Tedesco, ex-ministro da Educação na Argentina e hoje conselheiro da Sangari, afirma que a pobreza é um círculo vicioso que só pode ser rompido pela Educação. Para ele, quebrar esse ciclo é acabar com uma desigualdade secular e consiste na única saída para se obter uma sociedade igualitária. O especialista em Educação fez a afirmação durante palestra em Buenos Aires, num dos encontros do TED, uma organização sem fins lucrativos que se dedica a defender as chamadas "ideias que valem a pena difundir".

Tedesco afirma que a pobreza é um problema crônico e começa pelas falhas nas escolas. "Os filhos dos pobres frequentam as escolas públicas, mal equipadas, com rotatividade de professores, que produzem resultados educativos pobres. Como consequência, os jovens arrumarão empregos pobres e formarão uma família pobre".

De acordo com ele, quebrar esse ciclo não é algo que possa ser feito com apenas uma medida. "Não há uma bala de prata, uma solução única. A pobreza é um problema complexo, sistêmico, por isso exige soluções sistêmicas."

Para oferecer a Educação de qualidade que começaria a romper tal ciclo, Tedesco sugere quatro ações principais: começar a educar desde muito cedo; oferecer a chamada alfabetização científica e digital; investir na carreira de professor; fixar políticas de longo prazo independentes de prazos de governo, como os mandatos políticos.

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Temos de ajudar o professor agora, afirma Ben Sangari

Presidente da Sangari diz que o Brasil não pode esperar duas décadas para apoiar os professores na missão de dar qualidade à Educação

Temos de ajudar o professor que está na sala de aula agora. Essa é o alerta do físicio inglês Ben Sangari, presidente da Sangari no Brasil, sobre os desafios que o País precisa enfrentar para fortalecer um dos pilares do desenvolvimento socioeconômico sustentável.

Segundo Ben Sangari, o esforço para melhorar a qualidade na Educação brasileira passa necessariamente pelo apoio incondicional ao trabalho dos professores. "Temos de ajudar o professor agora. Não podemos esperar dez, quinze ou vinte anos para formar os professores do futuro", disse ele.

De acordo com ele, esse suporte ao professor requer das políticas de ensino a adoção de metodologias que deem formação e apoio continuados. Ben Sangari afirma que esse tipo de programa já está disponível no Brasil, e com capacidade para atender em larga escala, e não apenas de forma experimental.

É pelo uso dessas metodologias comprovadamente capazes de atender milhões de alunos com qualidade que Ben Sangari aposta no professor como mola propulsora da Educação de qualidade. Com as ferramentas de ensino adequadas, "o professor poderá conduzir aulas investigativas, em vez de levar apenas os alunos a memorizar coisas".

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Não adianta repetir um ano que não entendemos, diz diretora da Sangari

Inés Dussel afirma ao jornal argentino La Gaceta que é preciso modificar o atual sistema que faz o aluno repetir um ano inteiro por problemas em uma ou duas matérias

A diretora da Sangari na Argentina, Inés Dussel, defendeu mudanças no processo de promoção dos alunos no ensino fundamental e médio, em entrevista publicada neste domingo (13/2) pelo jornal La Gaceta, maior diário da província argentina de Tucuman.

Doutora pela Universidade Wisconsin-Madison (EUA), Inés afirma que é improdutivo exigir que um aluno repita um ano inteiro por conta de problemas de aprendizado em uma ou duas matérias. Para ela, o certo seria reestudar somente as disciplinas em que o estudante teve baixo desempenho, promovendo-o naquelas em que foi bem.

Segundo Inés, seria um sistema parecido com os de crédito, bastante conhecido nos EUA e já praticado na Argentina no nível superior. No sistema que hoje vigora na Argentina para os ensinos fundamental e médio, no qual o desempenho ruim em uma matéria pode reprovar o aluno por um ano inteiro, a tendência é desestimular o estudante e provocar sua saída da escola.

Mesmo assim, argumenta a especialista da Sangari, fazer de novo somente as disciplinas em que houve mau desempenho não pode ser algo sem assistência diferenciada. É preciso criar uma forma de ensinar diferente daquela que não teve sucesso. “Fazer duas vezes o mesmo ano que não entendemos não serve para nada”, afirma Inés.

Outro ponto abordado por ela na entrevista é o papel da família na Educação dos filhos. Ela defende que os pais façam um pacto com seus filhos no sentido de colocar os estudos como uma prioridade, ainda que encontrem modelos de escola que não sejam o ideal.

Veja a íntegra da entrevista

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Maior jornal de Goiás e Tocantins publica artigo de Jorge Werthein

Vice-presidente da Sangari mostra os avanços e também os desafios que o Brasil precisa enfrentar para evoluir em pesquisa e desenvolvimento

O mais importante jornal de Goiás e Tocantins, O Popular, publicou nesta terça-feira (8) um artigo do vice-presidente da Sangari, Jorge Werthein, sobre os desafios que o Brasil precisa vencer para ser um protagonista global em pesquisa e desenvolvimento.

O Popular tem sede na capital, Goiânia, e é o diário de maior circulação de Goiás. Pertence à Organização Jaime Câmara, principal grupo de comunicação do Estado, responsável pela retransmissão das programações das emissoras de TV e rádio das Organizações Globo. Estes veículos também são os mais influentes dentro do vizinho Estado de Tocantins.

Werthein utilizou informações de renomados especialistas em Educação e de organismos internacionais de estudos para demonstrar que o Brasil vem avançando, inegavelmente, em P&D, sendo responsável inclusive pelo aumento na competitividade global. Ao mesmo tempo, porém, aponta problemas estruturais que impedem um desempenho melhor.

O principal deles, afirma o executivo da Sangari, é a necessidade de melhorar significativamente a qualidade da educação, especificamente na área de ciências, que tem papel-chave em pesquisa e desenvolvimento. Werthein mostra que as metodologias ultrapassadas desestimulam os alunos e dificultam a formação de cientistas.

Leia a íntegra do artigo

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Na Folha, executivo da Sangari e deputado federal apontam caminhos para a Educação

Jorge Werthein e Newton Lima Neto lembram que autoridades conhecem pontos fracos da Educação, mas cobram ações concretas

A Folha de S.Paulo, jornal diário de maior circulação no Brasil, publicou nesta quinta-feira (3) um artigo escrito em parceria por Jorge Werthein, vice-presidente da Sangari, e Newton Lima Neto, deputado federal (PT-SP). Os autores afirmam que o governo atual demonstra conhecimento acerca dos problemas na Educação brasileira, mas mostram que a correção deles precisa se tornar uma prioridade de fato, com ações concretas imediatas.

Werthein e Lima Neto apontam a sintonia existente entre os discursos da presidente Dilma Roussef e dos seus ministros Fernando Haddad e Aloizio Mercadante em relação ao tema da qualidade na Educação. Trata-se de uma bem-vinda consonância das autoridades com o momento histórico em que se valoriza cada vez mais no mundo a chamada sociedade do conhecimento.

Os dois especialistas listam cinco pontos capitais para se vencer os desafios impostos à escola pública brasileira. São pontos em comum tanto nos discursos das autoridades quanto nas análises dos estudiosos do tema mas, segundo os autores, não basta que sejam consensuais. É preciso que sejam colocados em prática.

Leia a íntegra do artigo

Na Folha, executivo da Sangari e deputado federal apontam caminhos para a Educação

Jorge Werthein e Newton Lima Neto lembram que autoridades conhecem pontos fracos da Educação, mas cobram ações concretas

A Folha de S.Paulo, jornal diário de maior circulação no Brasil, publicou nesta quinta-feira (3) um artigo escrito em parceria por Jorge Werthein, vice-presidente da Sangari, e Newton Lima Neto, deputado federal (PT-SP). Os autores afirmam que o governo atual demonstra conhecimento acerca dos problemas na Educação brasileira, mas mostram que a correção deles precisa se tornar uma prioridade de fato, com ações concretas imediatas.

Werthein e Lima Neto apontam a sintonia existente entre os discursos da presidente Dilma Roussef e dos seus ministros Fernando Haddad e Aloizio Mercadante em relação ao tema da qualidade na Educação. Trata-se de uma bem-vinda consonância das autoridades com o momento histórico em que se valoriza cada vez mais no mundo a chamada sociedade do conhecimento.

Os dois especialistas listam cinco pontos capitais para se vencer os desafios impostos à escola pública brasileira. São pontos em comum tanto nos discursos das autoridades quanto nas análises dos estudiosos do tema mas, segundo os autores, não basta que sejam consensuais. É preciso que sejam colocados em prática.

Leia a íntegra do artigo

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Educação: a hora e a vez das crianças, Isaac Roitman

via Jorge Werthein

» ISAAC ROITMAN Professor aposentado da Universidade de Brasília, coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e membro titular da Academia Brasileira de Ciências.

Durante a campanha, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, afirmou: "A primeira infância será prioridade absoluta do meu governo". Eleito, tomou uma decisão pioneira no país, criando a Secretaria da Criança, nomeando como seu titular Dioclécio Campos Junior, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria. O atual presidente dessa entidade, Eduardo da Silva Vaz, enviou carta ao governador apoiando a iniciativa dizendo: "2011 já chega trazendo uma ótima notícia para as crianças da capital, que certamente repercutirá em todo o país. Receba os entusiamados parabéns dos pediatras do Brasil. Conte conosco e com os nossos projetos na jornada que ora se inicia".

Essa será uma oportunidade para que o Distrito Federal possa ser o paradigma do Programa Nacional de Educação Infantil (Pronei), que é destinado à expansão rápida e ao funcionamento de creches e pré-escolas. O programa pretende garantir desde a nutrição saudável como a prática de atividades educativas apropriadas. Essa será a base da democracia no país - a oportunidade de uma educação de qualidade para todas as crianças brasileiras.

Os trabalhos conduzidos pelo professor James Heckman, Prêmio Nobel de Economia, e pelo professor Flávio Cunha, da Fundação Getulio Vargas, permitem afirmar que não há investimento mais seguro, nem de retorno econômico mais garantido para a sociedade, do que aquele realizado em saúde e educação da primeira infância. Em dezembro de 2009 Heckman, participou do seminário internacional Educação na Primeira Infância, promovido pela Academia Brasileira de Ciências e pela Fundação Getulio Vargas. Segundo Heckman, cada dólar investido na educação da primeira infância dará retorno de nove doláres para a sociedade. Sobre o sistema educacional brasileiro ele assim se manifestou: "Colocar mais crianças na escola, como tem feito o Brasil, é bom. Melhorar a qualidade do ensino é ainda melhor. Mas essas duas iniciativas, por mais bem executadas que sejam, não chegarão a fazer muita diferença se não for tomado um cuidado extra: investir também nas crianças de até 3 anos de idade, a chamada primeira infância. Um programa de primeira infância de qualidade para a população carente é uma condição necessária para avançarmos em direção a uma sociedade mais educada, igualitária e, sobretudo, menos violenta".

O professor Aloísio Araújo, da Fundação Getulio Vargas, coordenador do seminário, defende a prioridade da educação para crianças de até 3 anos, baseado nos estudos de neurociência que mostram que o cérebro se forma muito cedo. Segundo ele, se a criança não recebe certos estímulos nessa fase em que se estabelecem as conexões neurais, ela dificilmente vai recuperar isso depois. Atividades apropriadas podem ser conduzidas no ambiente familiar, transformando os pais no primeiro e no professor favorito. Esses deverão receber orientação adequada independentemente da classe social.

Na educação das crianças menores de 6 anos em creches e pré-escolas, as relações culturais, sociais e familiares devem ser valorizadas, grantindo os direitos das crianças ao bem-estar, à expressão, ao movimento, à segurança e à brincadeira. A orientação pedagógica para essas crianças devem ter origem nelas mesmas, conhecendo o que produzem e ouvindo-as.

A nova Secretaria da Criança no Distrito Federal poderá desempenhar papel importante no estabelecimento de políticas públicas para a educação da primeira infância. Os resultados positivos que, certamente, serão obtidos, após criteriosa avaliação poderão ser expandidos para todo o Brasil. As futuras gerações de brasileiros serão os beneficiados dos acertos que temos a oportunidade de fazer agora pelas crianças do Distrito Federal. Boa sorte e longa vida para a recém-criada Secretaria da Criança.

Fonte: Correio Brasiliense

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Água na Oca tem entrada grátis no último domingo de janeiro

Água na Oca, maior exposição sobre a água já feita no Brasil, terá entrada gratuita neste domingo, dia 30 de janeiro. Idealizada pelo Instituto Sangari em parceria com o Museu de História Natural de Nova York, a mostra brasileira vai até o dia 8 de maio, com entrada franca somente nos últimos domingos de cada mês. Para mais detalhes, visite o site da exposição.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Enem: vice-presidente da Sangari amplia o debate na Folha de S.Paulo

Jorge Werthein afirma que não se pode deixar que as falhas ofusquem o grande avanço que o exame representa

O vice-presidente da Sangari, Jorge Werthein, foi destacado na edição da Folha de S.Paulo dessa sexta-feria (21) ao defender o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como um importante avanço da educação brasileira. Diante das críticas geradas a partir dos problemas enfrentados pelos estudantes, Werthein lembrou que o Enem traz a perspectiva do fim do vestibular e da consequente mudança nos currículos dos níveis fundamental e médio, para algo mais compatível com o século 21.

Jornal de maior circulação no Brasil, a Folha de S.Paulo publicou artigo de Werthein na capa do caderno Cotidiano. Em seu texto, Werthein explica que os percalços do exame não podem colocar em xeque o seu valor, de ser um sistema de seleção para o ensino superior mais lógico e humano do que os atuais vestibulares.

Werthein, que é doutor em Educação pela Universidade Stanford (EUA) e ex-representante da Unesco no Brasil, defende que é preciso reconhecer o Enem como um grande avanço e que seria um equívoco atrapalhar sua trajetória por conta de erros de natureza operacional.

O especialista afirmou ao jornal, porém, que os problemas nas últimas duas edições do exame não podem passar em branco, assim como é preciso encontrar uma forma de preservar os interesses dos estudantes. Com suas ponderações sobre o Enem, publicadas também pelo maior jornal do Distrito Federal, o Correio Braziliense, Werthein tem contribuído para o debate em torno do aperfeiçoamento do sistema.

O Enem foi criado em 1998 para servir como um exame de avaliação do desempenho dos alunos do Ensino Médio e, por consequência, da qualidade dos estabelecimentos de ensino nos quais estavam matriculados. Nos dez anos seguintes o número de inscritos cresceu de forma robusta, mas foi a partir de 2009 que o exame ganhou visibilidade e importância.

Naquele ano, o Ministério da Educação (MEC) decidiu que o Enem serviria como critério de seleção para as universidades públicas federais e para quaisquer outras faculdades que desejassem usar o mesmo método. Com mais de 4,5 milhões de alunos inscritos, ou 30 vezes mais do que na primeira edição do exame, o sistema começou a apresentar falhas, tanto na sua organização quanto no conteúdo de provas.

Leia a íntegra do artigo

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Os 100 mais da educação

Portal elege as principais ferramentas da internet direcionadas ao professor. Twitter lidera a lista que conta, ainda, com os famosos Facebook e YouTube

Não é de hoje que o Alô, Professor sai em defesa das ferramentas de ensino na internet e de como elas podem ajudar o professor a lapidar suas aulas.

Não à toa, um dos portais mais acessados sobre educação no mundo é o Centre for Learning & Performance Technologies (Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento Tecnológico, em português), página britânica especializada, justamente, em novas ferramentas de ensino disponíveis na internet.

Todo fim de ano, desde 2007, o centro aplica um amplo questionário a professores de todo o mundo com a pergunta: qual foi a ferramenta virtual mais importante do ano no campo do ensino?

No final de 2010, a página divulgou as 100 ferramentas mais citadas pelos mais de 500 professores que responderam ao questionário. E mais: publicou textos detalhados com declarações dos educadores sobre as ferramentas. Um senhor trabalho.

A seguir, a lista das 10 ferramentas/páginas mais citadas pelos professores.

1ª Twitter
Uma das páginas que mais cresceu nos últimos anos, o Twitter se consolidou como uma das ferramentas mais usadas pelos brasileiros. Grupos dedicados à educação podem ser encontrados por lá. É imbatível quando se trata de encontrar, rapidamente, links e redes interessantes de ensino.

2ª YouTube
Um dos sites mais antigos de hospedagem de vídeo (e o mais popular). Desde que foi comprado pelo Google em 2006, cresce anualmente. De fato, é uma revolução. É possível encontrar documentários, palestras, imagens e vídeos antigos de quase tudo. Uma fonte de pesquisa inesgotável. Ano passado, o YouTube liberou o limite de tempo para publicação de vídeos, o que facilitou ainda mais a postagem de bons conteúdos.

3ª Google Docs
Ferramenta do Google que simula um escritório virtual. Quase tudo o que você encontra em um Microsoft Office ou em um programa de computador livre está por lá. Editores de texto, planilhas, programas que fazem slideshow etc. A maior das vantagens: todos os arquivos podem ficar disponíveis na rede. Ou seja, é possível acessá-los de qualquer computador. Ideal para trabalhos feitos a várias mãos ou com ambições colaborativas.

4ª Delicious
Repositório de links e páginas interessantes na internet. Digite um assunto e encontre um portal de qualidade. Siga alguém que dê as melhores dicas. O Delicious da CH On-line é bastante completo e conta com diversos links confiáveis, inclusive com páginas sobre educação. Recentemente circulou um boato de que ele iria acabar, mas, felizmente, parece que é só boato. Há, no entanto, uma possibilidade de ele ser vendido.

5ª Slideshare
Professores são os reis do PowerPoint. Quantas vezes um aluno pede ao educador o arquivo 'daquela aula interessante'? Pois bem, no Slideshare é possível publicar, para todo mundo ver, aulas, arquivos e outros documentos. Quando pedirem 'o seu PowerPoint', basta dar o endereço na internet.

6ª Skype
Permite conversar, com mais qualidade do que outros programas, pelo computador. Também é possível falar via webcam. Nos últimos anos, o Skype vem oferecendo possibilidades cada vez mais baratas de se comunicar com telefones fixos. E já há um telefone móvel do próprio Skype. Não só é possível se comunicar com educadores de todo o mundo como também usá-lo para aulas à distância.

7ª Google Reader
Outra ferramenta que ajuda, e muito, a se informar. O RSS é popular no Brasil, mas ainda pode crescer bastante. Como funciona: você assina as informações que deseja receber de um site ou blogue. Todos os feeds assinados entram em uma mesma página, muito similar à caixa de correio eletrônico. A vantagem do Google Reader é ter, assim como as outras ferramentas do Google, tornado toda essa movimentação online ou seja, acessível de qualquer computador. Além disso, a diagramação da página do programa é bastante confortável em comparação a outros leitores de RSS.

8ª Wordpress
Ferramenta que possibilita criar blogues. Há várias, mas o Wordpress é o preferido de vários educadores. Por quê? Porque é uma plataforma aberta, com aplicativos desenvolvidos ao redor de todo o mundo e disponibilizados gratuitamente. É a plataforma que oferece mais ferramentas novas aos usuários. E, bom, não há dúvida sobre o poder dos blogues na educação.

9ª Facebook
Assim como o Twitter e os blogues, o Facebook deixou de ser visto pelos educadores como lugar de vã distração. No ambiente virtual, há milhares de comunidades voltadas para a educação. Além, é claro, de usuários dedicados ao tema. A plataforma é tão popular que tem filme e livros que contam os meandros de sua criação. Hoje, o número de cadastrados no Facebook é astronômico: 500 milhões.

10ª Moodle
Talvez, a ferramenta menos conhecida na lista das "10 mais" dos professores. O Moodle, a bem da verdade, não foi muito difundido no Brasil. Mas já faz bastante sucesso no exterior. Criado no começo dos anos 2000, é uma espécie de plataforma voltada exclusivamente à educação. O programa de computador que o Moodle disponibiliza é gratuito e permite que professores e alunos criem a sua própria rede social, seja aos moldes do Twitter ou do Facebook - a escolha fica a critério do educador.

Continue navegando pela lista das 100 maiores ferramentas virtuais do ano.

Fonte: Ciência Hoje On-line

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ciências no Brasil

via Jorge Werthein

"Num curto período, o Brasil organizou um sistema que contribui significativamente para a evolução do conhecimento científico. Chegou a hora de a ciência contribuir de maneira expressiva para a evolução do Brasil".
Marcos Antonio Raupp é presidente da SBPC e diretor geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos. Foi diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Laboratório Nacional de Computação Científica. Artigo publicado na "Carta Capital":
Diferentemente de seus antecessores, o próximo governo federal poderá contar com um recurso de excepcionais qualidades para auxiliar o Brasil a dinamizar e robustecer sua economia. Refiro-me à possibilidade, absolutamente real, de a ciência vir a se tornar protagonista do desenvolvimento sustentável brasileiro.

Não se trata de proposta inovadora, mas sim de um fato que a sociedade brasileira deve estar ciente, especialmente os governantes que tomarão posse em janeiro próximo, com destaque para a presidente da República.

A ciência, ao lado da educação de qualidade, desde sempre foi um dos protagonistas do crescimento econômico dos países do Primeiro Mundo, experiência que vem se replicando com êxito também naqueles cujo curso do desenvolvimento é mais acelerado do que o nosso, como Coreia do Sul, Cingapura, China e Finlândia. A exemplo do que ocorre nesses países, já é possível que também no Brasil a política e a economia dialoguem mais com a ciência.

Essa possibilidade não ocorreu antes, em nosso país, por razões compreensíveis. A ciência é uma atividade recente no Brasil: começou a ser feita de uma maneira organizada, porém timidamente, há pouco mais de 70 anos. Impulso significativo ocorreu apenas nos anos 1950, com a criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e na década de 1960, com a instituição da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). São Paulo inaugurou seu subsistema de amparo à pesquisa em 1962, mas foi seguido pelos demais estados somente duas décadas depois, num processo que abrange hoje quase todas as unidades da federação.
A nossa pós-graduação, instrumento universal para a formação de pesquisadores, surgiu timidamente em meados da década de 1940 e ganhou impulso vigoroso vinte anos depois. Por sua vez, a atividade de pesquisa foi associada ao ensino superior - ou seja, como prática obrigatória nas universidades - em 1961.

O nosso sistema universitário também é de construção recente. Nos moldes atuais, surgiu na década de 1930 e teve sua expansão a partir da segunda metade do século passado. Hoje há universidades federais em todos os estados, sendo que muitos deles contam também com subsistemas próprios. No universo científico brasileiro apenas os institutos de pesquisa, mesmo que tenham surgido ainda no século 19, não tiveram ainda a atenção merecida.

Apesar de sua juventude e de percalços naturais em qualquer processo, o ponto fundamental é que o Brasil conta hoje com um amplo e dinâmico sistema de produção científica. Temos em atividade cerca de 230 mil pesquisadores, cujo trabalho - mais de 30 mil artigos por ano, publicados em revistas internacionais - representa 2,7% da produção científica mundial e coloca o Brasil em 13º lugar no ranking do setor. Para se ter uma idéia da expansão vivida pelo sistema, em 1990 nossos pesquisadores publicaram 3.539 artigos de reconhecimento internacional, o equivalente a 0,63% da produção mundial. Hoje o Brasil produz mais ciência do que a Rússia e a Holanda, países com maior tradição nessa atividade.

Outro parâmetro da evolução: em 2009 o Brasil titulou 11.368 doutores, 134% a mais do que dez anos antes (4.853 em 1999).

É esse o sistema que o Brasil construiu - e que agora deve dar sua contrapartida para a sociedade brasileira. Não apenas por uma questão ética ou dever moral, mas também porque o desenvolvimento econômico no mundo atual não pode prescindir da contribuição da ciência. O atendimento aos pré-requisitos da nova economia - competitividade e sustentabilidade - só é possível com o uso intensivo do conhecimento científico.

Assim, no campo da ciência e tecnologia o novo governo recebe um benefício e um desafio. O benefício é herdar de seus antecessores um sistema de produção cientifica maduro e dinâmico, porém com viés essencialmente acadêmico. O desafio é ampliar o espectro desse sistema, com a definição de modelos para a transferência do conhecimento da base científica para os setores industriais e de serviços, bem como para a produção de ciência e tecnologia com viés empresarial, visando à geração de riqueza.

De antemão, é preciso ficar claro que transferir os saberes da ciência para o setor produtivo empresarial não é função ou competência da universidade. O papel fundamental da instituição universitária é a formação de recursos humanos para a sociedade, além da realização de pesquisa científica que contribua para a evolução do conhecimento em suas mais diferentes áreas. Em resumo, a universidade tem de estar sempre pronta para interagir com os grandes desafios do pensamento e promover a geração de novos conhecimentos.

Precisamos, portanto, de mecanismos específicos para a intermediação do conhecimento científico com o sistema produtivo. O aspecto positivo para superar esse desafio é que temos no Brasil algumas experiências extremamente exitosas a serem consideradas, nos campos do agronegócio, do petróleo e da aeronáutica.

Nossa agropecuária é responsável por quase um quarto do PIB brasileiro e em 2009 respondeu por 42% de nossas exportações. As pesquisas realizadas pela Embrapa estão literalmente na raiz dessa riqueza.

Na evolução da indústria aeronáutica desponta a Embraer, mas há por trás uma cadeia composta por centenas de pequenas e médias empresas, muitas delas com o desafio de inovar permanentemente para poderem atender um setor dotado de altíssima intensidade tecnológica. É sabido que a Embraer teve como berços o Centro Técnico Aeroespacial e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

No petróleo, criamos a Petrobras, mas o que a fez uma vencedora constante de desafios cada vez maiores foi o seu Centro de Pesquisas, o Cenpes, e uma rede universitária associada. Foi por meio do conhecimento gerado nessa estrutura que a Petrobras se tornou a empresa líder mundial na exploração de petróleo em águas profundas, fazendo gerar também uma infinidade de empresas de pequeno e médio porte baseadas no desenvolvimento tecnológico e na inovação.
Esses exemplos mostram que tivemos grande êxito quando fizemos esforços para a integração da base científica e tecnológica com setores econômicos. E um dos fatores determinantes para esse êxito foi a utilização de mecanismos adequados, quais sejam, centros de pesquisa criados com finalidades específicas e desafios pré-definidos.

Para cumprir sua missão, esses centros de pesquisa - sem a obrigação de ensinar, como ocorre com as universidades - dispõem das condições ideais necessárias: podem se utilizar do conhecimento já existente, adaptando-o para uma finalidade específica; podem gerar novos conhecimentos, para atender demandas pré-definidas; estarão aptos a desenvolver novas tecnologias; isentos de obrigações acadêmicas, têm flexibilidade para se adaptar ao ambiente produtivo empresarial.

Temos certo, portanto, é que os centros federais de pesquisa já existentes (a maioria com a denominação de institutos de pesquisa) sejam fortalecidos e tenham seu foco de estudo, seus objetivos e seu financiamento redefinidos em conformidade com as dimensões do campo em que vão atuar e dos desafios que terão de enfrentar.

Da mesma forma, será fundamental a criação de novos institutos de pesquisa, igualmente dotados das condições para a realização de grandes projetos mobilizadores, capazes de criar novas e vigorosas vertentes na economia nacional. Fármacos e medicamentos, energia e microeletrônica são alguns dos setores nos quais o Brasil poderia empenhar grandes esforços visando à criação de parques industriais fundamentados na utilização de tecnologias inovadoras geradas aqui mesmo.

O desenvolvimento de tecnologias que possibilite a exploração sustentável de nossos recursos naturais, a exemplo da Amazônia e da plataforma continental marítima, também caberia como desafio para centros de pesquisa dedicados a grandes temas.

Por esse modelo, o agente público e o privado atuariam como parceiros; o público não será cliente do privado, nem inversamente. Ambos trabalhariam em conjunto. Vale salientar também que esses centros não substituiriam a missão específica de cada empresa em realizar suas atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Eles atuarão na fase pré-competitiva, gerando conhecimento científico e tecnológico que servirá de base às atividades de P&D das empresas, para que elas possam apresentar ao mercado produtos, serviços e processos inovadores.
Uma vez que estarão comprometidos com o desenvolvimento do país, ou seja, com o nosso futuro, esses centros poderão desempenhar papel estratégico na economia brasileira, antevendo tendências tecnológicas e ajudando a colocar o Brasil no caminho do futuro.

Com esse conjunto de atributos e objetivos, esses centros de pesquisa serão um vigoroso instrumento de política pública para a ciência e tecnologia; serão uma forma de participação do governo no esforço de tornar o Brasil um país com alto desenvolvimento tecnológico; e serão também um indutor da inovação tecnológica nas empresas.

Num curto período, o Brasil organizou um sistema que contribui significativamente para a evolução do conhecimento científico. Chegou a hora de a ciência contribuir de maneira expressiva para a evolução do Brasil.(Carta Capital, 17/12)

Um novo ano e uma nova educação

ISAAC ROITMAN

Professor aposentado da Universidade de Brasília e coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)Um novo ano e um novo governo inspiram novos sonhos e expectativas. O maior dos sonhos, o de o Brasil se tornar um país justo e soberano. Podemos até ter uma conjuntura econômica favorável, construída nos últimos anos. No entanto, não teremos o país que almejamos se não tivermos educação de qualidade para todos os jovens, alicerce de uma democracia. Avaliações nacionais e internacionais revelam uma lamentável realidade, principalmente na educação básica.
Em julho, ainda candidata, Dilma Roussef participou de debate na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Após discursar, foi feita a ela a seguinte pergunta: Se eleita, fará o possível e o impossível para que até 2014 o piso salarial do professor de ensino básico seja de R$ 4 mil? Ela respondeu: Não posso fazer promessas com números, pois, se não conseguir cumprir, estarei fazendo falsas promessas.
No entanto, tentarei fazer o possível e o impossível para termos o piso proposto, que acho adequado.
Faz parte da nossa tradição candidatos a qualquer cargo eletivo prometerem lutar pela melhoria da educação. No entanto, na grande maioria das vezes, a promessa é esquecida, aparentemente por uma súbita amnésia. Mas uma esperança se esboça no horizonte. Em recente pronunciamento, o ministro da Educação do governo Dilma Rousseff, Fernando Hadadd, afirmou que o salário do professor será prioridade no governo Dilma. O Plano Nacional de Educação prevê uma mesa de negociação permanente sobre o piso salarial (atualmente de R$ 1.025). A intenção soa como música para as pessoas que acreditam que a valorização do professor é pré-requisito para a conquista de uma educação de qualidade.
O piso de R$ 4 mil sugerido para 2014 deve ter ajustes na próxima década para que no ano 2022 os salários dos professores do ensino básico estejam na faixa superior dos servidores públicos.
Paralelamente à valorização, a formação dos professores deve ser revista e adequada aos avanços tecnológicos, ao mundo moderno e aos jovens de hoje. Uma nova carreira docente deve ser estruturada, baseada no desempenho e no mérito. Em novembro de 2009 foi lançado na Universidade de Brasília o Movimento SBPC: Pacto pela educação, que congregam, além do segmento acadêmico, entidades estudantis, sindicalistas, empresariais e organizações sociais. Esse movimento propõe ações em outras dimensões importantes, para que os jovens brasileiros possam ter educação digna, que lhes permitam compreender melhor o mundo em que vivem, e sejam preparados para exercer uma profissão digna, que respeite o anseio individual.Entre essas dimensões estão elencadas uma atualização de conteúdo nos diferentes níveis da educação: primeira infância e ensino infantil, fundamental, médio, profissional e superior.
Os métodos pedagógicos devem ser revistos com a utilização das tecnologias contemporâneas de informação e comunicação. É também de fundamental importância a arquitetura escolar, proporcionando ambiente adequado para o processo cognitivo. Em adição, uma gestão escolar eficiente e profissional deve ser perseguida. A integração da escola com a sociedade, principalmente com os pais, é também fundamental.
Esse é o desafio da presidente Dilma Rousseff e do ministro Fernando Hadadd. Confiamos nos dois, lembrando os pensamentos de Carlos Drummond de Andrade: Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Dilma e o desafio de transformar pela educação

Doutora em Letras e coordenadora da Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio, Eliana Yunes escreveu para o jornal O Globo sobre a relação entre a educação e o governo que se inicia neste 2011, comandado por Dilma Roussef. Para Eliana, será preciso mostrar muita vontade e capacidade para transformar o Brasil por meio do estudo. Eliana também apresenta um exercício de raciocínio sobre como teria sido a vida de muitas mulheres de antigamente se tivessem conseguido estudar e, assim, acessar oportunidades como a que teve a atual presidente da República. Leia mais...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Globo publica artigo de Jorge Werthein

No último dia 30 de dezembro, o jornal O Globo publicou artigo de Jorge Werthein, vice-presidente da Sangari, sobre o papel da ciência no desenvolvimento dos países. O Globo é o terceiro jornal de maior circulação no Brasil. Abaixo, a íntegra:


Mudança essencial
O mais recente Relatório Unesco sobre ciência, divulgado recentemente, vem reforçar o argumento sobre a importância crucial da ciência e da tecnologia para o desenvolvimento dos países. Mostra que governos mundo afora, cientes disso, têm expandido o financiamento de pesquisas, e os países em desenvolvimento que progrediram mais rapidamente nos anos recentes são os que adotaram políticas para a promoção da ciência, da tecnologia e da inovação.
O Brasil, que mereceu capítulo exclusivo no documento, figura ali como um dos novos atores que têm contribuído para criar um ambiente global mais competitivo nessas áreas.
Para se ter uma ideia do avanço do Brasil no campo científico-tecnológico, o gasto doméstico bruto em pesquisa e desenvolvimento (P&D) aumentou em 28% entre 2000 e 2008. O relatório elogia também a criação dos fundos setoriais, que injetaram novos recursos no financiamento de P&D a partir do final da década passada e início desta.
Outro destaque é a política educacional brasileira para a pós-graduação, responsável pelo aumento no número de doutorados finalizados anualmente. O impacto dos artigos científicos com origem no Brasil também aumentou. E a presença do país cresceu nos principais ramos da ciência. O relatório salienta ainda iniciativas científicas de peso, como o Projeto Genoma, e exemplos de sucesso em inovação, como a produção de aviões a jato da Embraer, as pesquisas no setor agropecuário da Embrapa e o Programa Brasileiro de Álcool (ProÁlcool), que estimulou o país a produzir os melhores carros flex do mundo.
Mas, como não poderia deixar de ser, a despeito dos inegáveis progressos, restam ao Brasil alguns desafios. O documento da Unesco indica três principais: intensificar a P&D empresarial para estimular a inovação e a competitividade, desenvolver e internacionalizar as melhores universidades brasileiras, e disseminar a excelência científica além dos grandes centros urbanos do país. Entre as barreiras para se vencer esses desafios, incluem-se a dificuldade de acesso ao capital (devido às altas taxas de juros), problemas de logística (um obstáculo às exportações) e a necessidade de se melhorar significativamente a qualidade da educação (com impacto na formação de pessoal qualificado para o mercado de trabalho).
No que diz respeito à educação formal na área de ciências, não restam dúvidas do papel-chave que ela representa para P&D. Alunos brasileiros têm apresentado resultados preocupantes nos exames do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o Pisa, por exemplo. O que vem dando errado? Um dos entraves reside em metodologias de ensino ultrapassadas.
Como declarou recentemente, de forma muito oportuna, o economista-chefe do Centro de Políticas Sociais vinculado à Fundação Getulio Vargas, Marcelo Neri: "Se na década de 90 o desafio era colocar os jovens na escola, agora é promover uma revolução na educação." Para demonstrá-lo, Neri apresentou estudo segundo o qual 40% dos jovens entre 15 e 17 anos consultados apontam que não estudam pelo fato de a escola e as aulas serem pouco interessantes. Quando o foco são cursos profissionalizantes, e a faixa etária é dos 15 aos 29 anos, esse percentual sobe para 63,8%.
Ademais, a escola em geral e o ensino fundamental em particular - tanto público, sob comando de Estados e municípios, quanto privado - ainda parecem insuficientemente sensíveis à importância de se formarem novos cientistas. Contentam-se em ministrar o conteúdo que deverá ser útil para um futuro exame de admissão. Eis algo relativamente fácil de compreender. A própria classe docente origina-se de um sistema que não a preparou adequadamente para a realidade contemporânea, na qual ciência e tecnologia têm nova dimensão e relevância, o que exige recursos pedagógicos compatíveis. Esse mesmo sistema não parece estimular a carreira de professor de ciências. Seria muito positivo o incentivo, nos cursos de pedagogia de hoje, à formação dos mestres de ciências de amanhã.
Como muito apropriadamente afirmam os cientistas Carlos Henrique de Brito Cruz e Hernan Chaimovich, autores do capítulo sobre o Brasil do relatório da Unesco, além do interesse natural pelo conhecimento científico, outro bom motivo pelo qual recursos públicos devem financiar a P&D - e, portanto, a formação nessas áreas - está no fato de que, "quanto mais conhecimento uma sociedade alcançar valendo-se do método científico, mais rica ela se torna."