quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Relato da tutora Lucia Valois Leite sobre a chegada do CTC nas escolas públicas da Bahia

Olá, eu sou Lucia Valois Leite sou tutora da Sangari Brasil e atuo na formação continuada de professores e coordenadores de algumas escolas parceira desta empresa.

Para quem não conhece, a Sangari foi criada em 1965 na Inglaterra com o objetivo de atuar no desenvolvimento da qualidade do Ensino de Ciências nas escolas colaborando na educação científica de crianças, jovens e professores em âmbito internacional. Hoje essa empresa oferece materiais didáticos e equipamentos para o ensino Ciências da Terra e da Natureza, e atua em mais de 16 países.

Essa comunicação tem como intuito divulgar um dos trabalhos que a Sangari Brasil vem desenvolvendo como parceira junto ao Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia, o Projeto Geologar, produzido e coordenado pela professora Débora Rios, Pós Doutora em Geoquímica.

Segundo a Drª Débora Rios, “O projeto GeoLogar envolve a implantação de um programa para a difusão, ensino e aprendizagem das Geociências nas escolas utilizando a proposta de Ensino Medio Inovador e de Componentes Diversificados do Ensino Fundamental II do MEC. A proposta esta associada a avaliação de um programa de educação cientifica bem estruturado e de nível internacional, o CTC da Sangari, e seu impacto em escolas públicas (Andrade et al, 2007, 2009). O projeto-piloto foi dimensionado para inicialmente atender a estudantes da 5ª série (6º ano) fundamental e 1º ano do ensino médio, sendo desenhado para atender uma população socialmente vulnerável, incorporando uma escola pública de município com menos de 10 mil habitantes (Elísio Medrado), poucas opções profissionais para o jovem, e baixo desempenho no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). A escola e uma das 24 escolas baianas selecionadas para o programa do MEC “Ensino Médio Inovador” e quais o GeoLogar será desenvolvido. Assim, o GEOLOGAR tem como objetivo promover o interesse dos estudantes pelas Geociências e novas tecnologias, além de desenvolver competências importantes em qualquer área”. (Projeto de Pesquisa GeoLogar Rochas, Minerais e os desafios na Escola).

Consciente da seriedade do referido projeto, a Sangari Brasil aceitou a parceria colaborando com todo o material didático que favorecerá as turmas experimentais, com 30 a 35 alunos, na escola parceira onde, implantado o programa Sangari CTC (Ciência e Tecnologia com Criatividade), as unidades “Rochas e Minerais”(alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II) e “Universo (Alunos da 1ª série do Ensino Médio). A Sangari, como parceira dessa iniciativa do GEOLOGAR, disponibilizou essas unidades temáticas, para que se possa avaliar e comparar o progresso dos estudantes em um programa já solidificado. As turmas de alunos, envolvidas nesse processo, atuam em turno oposto ao das aulas regulares, sendo a adesão ao programa opcional.

Firmada a parceria Sangari-UFBA, o departamento de Implementação da Sangari, sob a direção de Maristela Sarmento e da gerência de Vera Bamberg, iniciou todo um processo de implementação do Projeto CTC no Colégio Democrático Rômulo Galvão.

Nesse processo de implementação fica sob responsabilidade da Sangari:
a) Todo material investigativo e o livro dos alunos e professores das Unidades Rochas e Minerais e Universo.
b) A formação e acompanhamento mensal do trabalho dos professores que atuam como docentes nesse projeto.
c) Diagnóstico inicial e final dos alunos que participam das oficinas de Rochas e Minerais e Universo.
d) Relatório contendo o resultado das análises dos dados coletados durante todo o processo formativo de alunos e professores envolvidos nesse projeto.

AS OFICINAS INICIAIS
O processo de formação dos professores foi iniciado no dia 18.06.10 quando foram realizadas as oficinas das Unidades “Rochas e Minerais” e “Universo”.

Relato das oficinas: O diretor do Colégio Rômulo Galvão, o professor Willians Brandão, selecionou professores e todas as disciplinas para participarem desse encontro, na perspectiva de envolver todas as áreas do conhecimento nesse projeto.

Estiveram presentes professores do Ensino Fundamental : 02 professores de Ciências ; 01 professor de Geografia; 01 professora de Língua Portuguesa. e professores do Ensino Médio: 01 professor de Matemática; 01 professor de Física; 01 professor de Química; 01 professor de Geografia; 01 professora de Matemática; 3 estudantes da 3ª série do Ensino Médio (que serão monitoras dos professores que atuarão nesse projeto).

Os professores participaram ativamente de todas as atividades propostas nas duas oficinas quando, também foram apresentados todos os materiais contidos no kit-pai das Unidades Rochas e Minerais e Universo. Em seguida, foi realizada uma rápida avaliação acerca da intervenção, do material e das atividades propostas.

Após a execução das oficinas houve um retorno bastante positivo dos professores que delas participaram, principalmente do professor Joselito (Zelly) e da professora Carmen, professores que atuarão como docente nesse projeto. Segue depoimento desses dois professores após participarem das oficinas de “Rochas e Minerais” e “Universo”, promovidas pela equipe da Sangari para orientações do uso do material CTC.

Rap com Ciência: há 1 ano, escolas do DF viravam palco para novo aprendizado

Projeto gerou cerca de 400 canções e ganhou destaque na mídia; alunos usaram conhecimentos obtidos com uso da metodologia da Sangari

“ Este é o dia mais especial na minha carreira de 20 anos no rap brasileiro", disse o rapper Japão, conhecido líder do grupo Viela 17, ao lembrar a efervescência nas escolas públicas do Distrito Federal em agosto de 2009, quando começou o projeto Rap com Ciência . Para ele, está se completando agora um ano de contribuição ao cenário do rap nacional e à própria Educação, porque a iniciativa demonstrou como a arte das ruas pode ser acolhida pela escola e se transformar num combustível para o aprendizado de conteúdos antes tidos como "chatos".

O projeto é resultado de uma parceria entre a Sangari Brasil, a Secretaria de Educação do Distrito Federal e os rappers Japão e Paulo Henrique Lira de Jesus. Foi desenvolvido em 15 escolas públicas do DF, onde a metodologia de ensino de Ciências da Sangari já trazia inovações e abria espaço para mais ousadia em busca do aprendizado crítico e criativo.

“Hoje, logo cedo, me veio à cabeça como o tempo é rei. Faz exatamente um ano que o projeto Rap com Ciência teve seu início e me recordo de vários momentos, como o das crianças envolvidas no processo, nas oficinas e o contato com crianças de várias satélites”, diz Japão. “ Este é o dia mais especial na minha carreira de 20 anos no rap brasileiro."

Com o Rap com Ciência, os estudantes do programa Ciência em Foco foram estimulados a compor letras de rap que combinassem o que aprendiam nas aulas de Ciência com temas que envolviam o seu dia a dia. Cerca de 400 canções foram compostas pelos estudantes e, desse total, 16 canções foram selecionadas para entrar no CD Rap com Ciência .

O objetivo do projeto foi aproximar os alunos da escola, desenvolver trabalhos em grupo, melhorar o auto-estima e criatividade deles e, acima de tudo, incentivá-los a pensar sobre a vida e futuro.O Rap com Ciência teve grande repercussão na mídia nacional. Desde o lançamento, o CD esteve no ar em diversas rádios como Cultura, Transamérica, Jovem Pan e Transamérica de Brasília, além de receber menção em sites e programas de TV de todo o país.

“É um dia muito especial e espero que tudo o que este projeto proporcionou para cada criança sirva de estímulo para uma vida toda, afinal, não é todo dia que crianças entre 7 e 14 anos gravam um CD com uma tiragem de 10 mil”, diz Japão.

Os pequenos rappers fizeram apresentações em exposições, workshops e até na comemoração dos 50 anos de Brasília, na Esplanada dos Ministérios. “Foi histórico para o rap brasileiro e para as crianças, pois foi o primeiro espetáculo e eles se apresentaram para mais de 1,3 milhão de pessoas ”, conta Japão. "Valeu o esforço de cada um da minha equipe, do apoio incondicional da Sangari Brasil e da Secretaria de Educação do Distrito Federal, além das DREs."

Assista ao vídeo clipe "Se liga ai!"

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cristovam Buarque: Ninguém faz um cientista da noite para o dia. É preciso começar cedo

por Luciano Milhomem
-
Para o ex-ministro da Educação e atual senador, só há futuro com investimento na Educação de base

A menina dos olhos do senador Cristovam Buarque chama-se Educação. Fala apaixonadamente sobre o tema. Faz duras críticas à situação do Brasil nesse campo, mas também apresenta sugestões. A mais recente, que tem empolgado o senador do PDT-DF, em plena campanha para reeleição, é o Projeto de Lei 320/08, que cria o Programa Federal de Educação Integral de Qualidade para Todos e a Carreira Nacional do Magistério da Educação de Base. A proposição já foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e agora tramita na Comissão de Educação do Senado.

Pernambucano, 66 anos, casado e pai de duas filhas, Cristovam cursou a Escola de Engenharia do Recife, de onde partiria, em plena ditadura militar, para o doutorado em Economia na Sorbonne, em Paris. Após trabalhar para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tornou-se professor do departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB), da qual viria a ser, anos mais tarde, o primeiro reitor eleito democraticamente.

Sua atuação na UnB projetaria nacionalmente tanto a universidade quanto o próprio Cristovam, que acabaria eleito governador do Distrito Federal. À frente do Poder Executivo local, aliou sua vocação tanto para a política quanto para a educação e lançou, no DF, o programa Bolsa-Escola, que, poucos anos depois, estimularia iniciativas semelhantes, inclusive no nível federal.

Fora do Governo do DF a partir de 1999, criou a organização não-governamental Missão Criança, que daria sobrevida à Bolsa-Escola, até que o governo federal adotasse programa semelhante. Em 2003, Cristovam, já senador, tornou-se ministro da Educação do governo Lula. Atualmente, autor de 20 livros, segue erguendo alto a bandeira da Educação.

Na entrevista exclusiva ao Canal de Notícias da Sangari Brasil, Cristovam demonstra preocupação quanto ao desempenho dos estudantes brasileiros em avaliações nacionais, defende a carreira nacional do magistério e a educação em horário integral, e enfatiza: “O Brasil não vai resolver o problema da Ciência e da Tecnologia se não resolver antes o problema da educação de base. Ninguém faz um cientista da noite para o dia. É preciso começar cedo, desde a infância. Se não investirmos na formação das crianças, vamos fracassar.”

Como o senhor avalia os recentes resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)?
Como se fosse um terremoto de elevado grau na Escala Richter. Uma tragédia. Esses resultados mostram que o Brasil é um país em risco, pois se mostra incapaz de entrar no século 21, de concorrer economicamente e com justiça social.

No âmbito da educação, qual deveria ser a prioridade do Brasil agora?
Não se trata de se estabelecerem prioridades, mas estratégias. Há duas ações fundamentais que defendo: criar a carreira nacional do magistério e implementar um programa federal de educação em horário integral. A criação da Carreira Nacional do Magistério seria uma forma de melhorar os salários dos professores e tornar essa profissão mais atraente. O professor seria um servidor aprovado em concurso público federal e remunerado com recursos federais. Por esse programa, faríamos concursos federais para escolher 100 mil professores a cada ano. São 250 cidades no Brasil que receberiam 100 mil professores, daí teríamos 10 mil escolas, 3 milhões de crianças. A cada ano, mais 100 mil professores, mais 250 cidades, mais 10 mil escolas. Em 20 anos, teríamos o programa em todas as escolas do Brasil, inclusive com a adoção do horário integral. Seria uma revolução nessas cidades. O Programa Federal de Educação Integral de Qualidade para Todos prevê que todas as escolas de ensino fundamental dos municípios escolhidos teriam horário integral em todas as suas escolas, professores com salários elevados, com dedicação exclusiva, selecionados em concurso público federal.

A Espanha está tentando implementar uma política de Estado para a Educação. Não tem sido fácil. O senhor acha que isso viável no Brasil?
Viável, sim. Fácil e rápido, não. Seria necessário haver um diálogo entre o governo e as corporações. Um pacto, como houve na Irlanda.

O Ministério da Ciência e da Tecnologia já deu início à elaboração de uma política de Estado para esse setor. Em que o Brasil vai bem e no que precisa avançar nesse campo?
O Brasil não vai resolver o problema da Ciência e da Tecnologia se não resolver antes o problema da Educação de base. Ninguém faz um cientista da noite para o dia. É preciso começar cedo, desde a infância. Se não investirmos na formação das crianças, vamos fracassar.

De que forma Educação e C&T podem conciliar interesses na sala de aula? Os estudantes brasileiros lhe parecem preparados para os desafios da sociedade contemporânea nesse aspecto? A saída é começar [o preparo dos estudantes] já na primeira idade. Os adolescentes estão viciados na anti-escola. A revolução deve começar pelo ensino fundamental.

Qual deve ser o esforço de toda a sociedade brasileira para melhorar a educação pública no Brasil?
Em outras palavras, de que maneira cidadãos, empresas, gestores públicos, líderes sociais e políticos podem se envolver em um esforço conjunto pela melhoria da educação? Elegendo uma base política preparada para fazer a federalização da educação de base.

Cristovam Buarque: Ninguém faz um cientista da noite para o dia. É preciso começar cedo

por Luciano Milhomem
-
Para o ex-ministro da Educação e atual senador, só há futuro com investimento na Educação de base

A menina dos olhos do senador Cristovam Buarque chama-se Educação. Fala apaixonadamente sobre o tema. Faz duras críticas à situação do Brasil nesse campo, mas também apresenta sugestões. A mais recente, que tem empolgado o senador do PDT-DF, em plena campanha para reeleição, é o Projeto de Lei 320/08, que cria o Programa Federal de Educação Integral de Qualidade para Todos e a Carreira Nacional do Magistério da Educação de Base. A proposição já foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e agora tramita na Comissão de Educação do Senado.

Pernambucano, 66 anos, casado e pai de duas filhas, Cristovam cursou a Escola de Engenharia do Recife, de onde partiria, em plena ditadura militar, para o doutorado em Economia na Sorbonne, em Paris. Após trabalhar para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tornou-se professor do departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB), da qual viria a ser, anos mais tarde, o primeiro reitor eleito democraticamente.

Sua atuação na UnB projetaria nacionalmente tanto a universidade quanto o próprio Cristovam, que acabaria eleito governador do Distrito Federal. À frente do Poder Executivo local, aliou sua vocação tanto para a política quanto para a educação e lançou, no DF, o programa Bolsa-Escola, que, poucos anos depois, estimularia iniciativas semelhantes, inclusive no nível federal.

Fora do Governo do DF a partir de 1999, criou a organização não-governamental Missão Criança, que daria sobrevida à Bolsa-Escola, até que o governo federal adotasse programa semelhante. Em 2003, Cristovam, já senador, tornou-se ministro da Educação do governo Lula. Atualmente, autor de 20 livros, segue erguendo alto a bandeira da Educação.

Na entrevista exclusiva ao Canal de Notícias da Sangari Brasil, Cristovam demonstra preocupação quanto ao desempenho dos estudantes brasileiros em avaliações nacionais, defende a carreira nacional do magistério e a educação em horário integral, e enfatiza: “O Brasil não vai resolver o problema da Ciência e da Tecnologia se não resolver antes o problema da educação de base. Ninguém faz um cientista da noite para o dia. É preciso começar cedo, desde a infância. Se não investirmos na formação das crianças, vamos fracassar.”
Como o senhor avalia os recentes resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)?
Como se fosse um terremoto de elevado grau na Escala Richter. Uma tragédia. Esses resultados mostram que o Brasil é um país em risco, pois se mostra incapaz de entrar no século 21, de concorrer economicamente e com justiça social.

No âmbito da educação, qual deveria ser a prioridade do Brasil agora?
Não se trata de se estabelecerem prioridades, mas estratégias. Há duas ações fundamentais que defendo: criar a carreira nacional do magistério e implementar um programa federal de educação em horário integral. A criação da Carreira Nacional do Magistério seria uma forma de melhorar os salários dos professores e tornar essa profissão mais atraente. O professor seria um servidor aprovado em concurso público federal e remunerado com recursos federais. Por esse programa, faríamos concursos federais para escolher 100 mil professores a cada ano. São 250 cidades no Brasil que receberiam 100 mil professores, daí teríamos 10 mil escolas, 3 milhões de crianças. A cada ano, mais 100 mil professores, mais 250 cidades, mais 10 mil escolas. Em 20 anos, teríamos o programa em todas as escolas do Brasil, inclusive com a adoção do horário integral. Seria uma revolução nessas cidades. O Programa Federal de Educação Integral de Qualidade para Todos prevê que todas as escolas de ensino fundamental dos municípios escolhidos teriam horário integral em todas as suas escolas, professores com salários elevados, com dedicação exclusiva, selecionados em concurso público federal.


A Espanha está tentando implementar uma política de Estado para a Educação. Não tem sido fácil. O senhor acha que isso viável no Brasil?
Viável, sim. Fácil e rápido, não. Seria necessário haver um diálogo entre o governo e as corporações. Um pacto, como houve na Irlanda.

O Ministério da Ciência e da Tecnologia já deu início à elaboração de uma política de Estado para esse setor. Em que o Brasil vai bem e no que precisa avançar nesse campo?
O Brasil não vai resolver o problema da Ciência e da Tecnologia se não resolver antes o problema da Educação de base. Ninguém faz um cientista da noite para o dia. É preciso começar cedo, desde a infância. Se não investirmos na formação das crianças, vamos fracassar.

De que forma Educação e C&T podem conciliar interesses na sala de aula? Os estudantes brasileiros lhe parecem preparados para os desafios da sociedade contemporânea nesse aspecto? A saída é começar [o preparo dos estudantes] já na primeira idade. Os adolescentes estão viciados na anti-escola. A revolução deve começar pelo ensino fundamental.

Qual deve ser o esforço de toda a sociedade brasileira para melhorar a educação pública no Brasil?
Em outras palavras, de que maneira cidadãos, empresas, gestores públicos, líderes sociais e políticos podem se envolver em um esforço conjunto pela melhoria da educação? Elegendo uma base política preparada para fazer a federalização da educação de base.

Aulas de Ciências divertem estudantes

por Cíntia Moura
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Alunos do Ciep Posseiro Mário Vaz se divertem nas aulas do professor Vagner Lúcio. O educador mostra-se satisfeito com os resultados obtidos em sala de aula, graças a exercícios criativos que estimulam os estudantes.

“Estou me divertindo muito com essa volta às aulas. Estão sendo muito legais todos os trabalhos”, afirma o depoimento da estudante Domenyck deixado na seção Recadinhos Ligeiros do blog Tio Vagner Lúcio.

O professor criou também o blog do programa Cientistas do Amanhã, para interagir e expor os depoimentos de alunos, professores e pais sobre as atividades desenvolvidas em sala com os alunos.

“Um novo desafio movimenta a locomotiva dos Cientistas do Amanhã para uma nova estação de aprendizagens: o revestimento externo de seis animais – boi, carneiro, coelho, rã, serpente e tilápia. Observando, cheirando, apertando, sentindo… todos os sentidos à disposição do saber sobre a função da pele no corpo dos vertebrados, sistematizado por exercícios relatórios”, depôs Vagner Lúcio sobre a aula “O que é pele?”.

Aqui, fotos dos alunos se divertindo na aula sobre as espécies de animais e os tipos de pele de cada um deles, parte da Unidade Temática "Vida dos Animais".

Esses alunos fazem parte do programa Cientistas do Amanhã, nome em que o CTC - Ciência e Tecnologia com Criatividade foi adotado pela rede de ensino do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Líderes educacionais debatem estratégias para um ensino de qualidade

por Cíntia Moura
-
Conlide vai apresentar temas importantes com foco em Gestão Educacional e Tecnologias

Estratégias e políticas para um ensino com qualidade serão temas em destaque na Convenção de Líderes Educacionais (Conlide), que se realiza de 31 de agosto a 1º de setembro no WTC Convention Center, em São Paulo. Gestão educacional e novas tecnologias também estarão na pauta do encontro.

O ideia do evento é trazer à tona temas importantes e atuais por meio de conferências, que estabelecerão subsídios teóricos e práticos que possam ser úteis na escola em geral e nas salas de aula.

A conferência terá a participação de palestrantes nacionais e internacionais, e os organizadores esperam cerca de 5000 educadores das redes pública e particular de ensino, especialmente diretores, vice-diretores, supervisores e coordenadores pedagógicos e demais profissionais que compõem as equipes gestoras de escolas públicas e particulares.

A Conlide tem organização da Profer Empreendimentos Comerciais, empresa especializada em feiras e eventos comerciais.

Programação da Convenção de Líderes Educacionais aqui.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Vice-presidente da Sangari Brasil recebe condecoração argentina

Medalha do Bicentenário de Buenos Aires marca contribuições de Jorge Werthein à Educação

“Essas são algumas das pessoas e instituições que contribuíram – e continuam contribuindo – para tornar melhores nossas vidas”. Assim são definidos aqueles que recebem a condecoração que será entregue no dia 20 de agosto a Jorge Werthein, vice-presidente da Sangari Brasil e presidente da Sangari Argentina. Ele receberá a Medalha do Bicentenário, que marca os 200 anos da cidade de Buenos Aires e homenageia personalidades que merecem "reconhecimento, destaque e agradecimento". A cerimônia será no Consulado Geral do Rio de Janeiro.

Werthein se destaca por sua longa trajetória de trabalho pela melhoria da qualidade na Educação. Foi representante da Unesco no Brasil por dois mandatos seguidos, de 1996 a 2005, período em que ajudou a articular os movimentos da sociedade civil que hoje se unem pela Educação. Foi também chefe do escritório da Unesco em Nova York, de 1994 a 1996, e atuou em diversos organismos internacionais, antes de chegar à Sangari, em 2009.

Nascido na Argentina, Werthein mudou-se para o Brasil em 1977. Casado com uma brasileira, seus filhos e netos são brasileiros. É doutor em Educação pela Stanford University. Ele receberá a medalha das mãos do ministro da Cultura de Buenos Aires, Hernán Lombardi, que vai condecorar também a psicóloga argentina Carmen Lent.

A homenagem com a Medalha do Bicentenário é parte do programa Portas do Bicentenário, da Administração da Cidade de Buenos Aires, e está destinada a 200 pessoas que fizeram grandes contribuições. Essas pessoas, dizem os organizadores do programa, "são faróis, mas também são o espelho onde podemos nos ver refletidos porque reconhecemos o melhor nós mesmos neles”.
O ministro Lombardi condecorou personalidades em diversas cidades. Em Paris foram homenageados os artistas plásticos Antonio Seguí e Julio Le Parc, entre outros; em Madri, o ator Miguel Angel Solá e os ex-jogadores de futebol e ex-treinadores Alfredo Di Stéfano e Jorge Valdano. Ainda na Espanha foram agraciados a atriz e cantora Elena Roger, o bailarino Iñaki Urlezaga, o jornalista Hernán Casciari e, por sua trajetória, a atriz e cantora espanhola Nati Mistral.

A primeira medalha foi entregue em 30 de agosto a Joaquín Salvador Lavado, o Quino, criador da Mafalda, a famosa personagem de quadrinhos. A primeira instituição a recebê-la foi o Hospital Infantil Pedro de Elizalde.

As medalhas foram desenhadas pelo artista Antonio Pujía, e os textos gravados são "Cidade de Buenos Aires" e "Em União e Liberdade".