O projeto “Ciência na Rua” reúne neste sábado, dia 19, os universitários que vão explorar as favelas do Rio à procura de iniciativas científicas. O encontro será na sede da ONG Observatório de Favelas, na Maré, das 10h às 13h. A professora Miriam Abramovay vai tratar do tema “Juventude e Violência”. “A violência é um fenômeno que vem se acentuando no mundo contemporâneo. Esse avanço é preocupante porque viola o direito à vida, o mais fundamental dos direitos humanos”, afirma a professora.
Esta é a segunda oficina de treinamento com os universitários que fazem parte do projeto “Ciência na Rua”, uma iniciativa da Sangari Brasil, que pretende unir sociedade e escola. Neste trabalho, os universitários, ao lado de 300 jovens, vão se infiltrar pelas favelas do Rio. Eles terão que encontrar experiências científicas e tecnológicas em comunidades de “áreas conflagradas”.
O primeiro encontro aconteceu no dia 11, quando o secretário de Educação de Nova Iguaçu, Jaílson de Souza e Silva, mostrou a realidade das comunidades de áreas conflagradas do Rio, sem deixar de apontar as realizações da população destas áreas. “A idéia foi tentar tirar o rótulo de que a favela é um lugar de coisa ruim. Há muita coisa boa lá”, afirma Silva.
O projeto - O projeto “Ciência na Rua” é uma iniciativa que surgiu da intenção da Sangari Brasil em ampliar a área de atuação do programa CTC/Cientistas do Amanhã. Ele é implementado em parceria com as ONGs Observatório de Favelas, Nós do Morro e Central Única das Favelas (Cufa).
Os universitários que participam do projeto já foram selecionados em faculdades de ciências sociais e humanas do Rio. Os jovens começam a ser recrutados nesta semana dentro das comunidades. Eles terão entre 16 e 21 anos e serão escolhidos pelas ONGs parceiras e pelas escolas.
Tanto os universitários quanto os jovens receberão uma bolsa, vale-transporte e treinamento. Os cursos envolvem metodologia de pesquisa, uso de ferramentas de informática voltadas para este trabalho, além do conteúdo do CTC/Cientistas do Amanhã, que está em fase de implementação em 150 escolas de “áreas conflagradas” do Rio. Estas instituições fazem parte do programa Escolas do Amanhã, uma iniciativa da Secretaria de Educação do Rio.
Depois de treinados e sob a orientação dos universitários, os jovens terão condições de reconhecer pesquisa científica na comunidade, afirma a coordenadora-adjunta do projeto “Ciência na Rua”, Maria Alice Martins. Segundo ela, a construção de uma bicicleta sem corrente por um morador da comunidade é um exemplo do que encontrarão.
A expectativa de Marisa Vasconcelos Ferreira, coordenadora de implementação de projetos educacionais da Sangari Brasil, é que até meados de 2010 todo o projeto esteja implementado. O resultado final, de acordo com a coordenação, é a troca de experiência entre comunidade e escolas, com a realização de eventos públicos voltados para ciência e tecnologia.
Mostrando postagens com marcador "Ciência na Rua"; ONGs; favelas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador "Ciência na Rua"; ONGs; favelas. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)