O rap sempre foi alvo de preconceito no Brasil. Muitas vezes, o ritmo é associado a marginalidade e outros aspectos negativos da sociedade. No Distrito Federal, o projeto Rap com Ciência vem quebrando esse paradigma.
"O Rap com Ciência quebra um paradigma que a gente tem de que rap só fala de violência. De repente, o projeto mostra o rap falando de Ciências. É uma surpresa para professores e alunos", explica a mediadora do Ciência em Foco, Elaine Moura.
De acordo com Elaine, o Rap com Ciência fez com que ela tivesse um elo ainda maior com os pais das crianças que gravaram o CD. A princípio as mães não queriam autorizar seus filhos a cantar de jeito nenhum, falavam que rap é coisa de violência, de bandido, de favela. Quando eu expliquei o projeto, falei das letras sobre Ciência as coisas mudaram. Só a presença dos pais no estúdio de gravação já mostra que a escola formou mais um elo".
Todas as crianças que gravam o CD Rap com Ciência possuem a autorização dos pais. Sempre que possível, os pais estão presentes no estúdio de gravação. Tudo para incentivar a participação dos pais e das crianças e vencer o preconceito divulgando o rap como uma manifestação artística.
O Rap com Ciência é um projeto da Sangari Brasil em parceria com a Secretaria de Educação do Distrito Federal. O projeto conta com a participação dos alunos de 15 escolas públicas do ensino básico do Distrito Federal que compuseram letras de Rap utilizando o CTC/Ciência em Foco como tema.
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