sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Crise passou, mas economistas alertam sobre próximos riscos

O Brasil foi um dos primeiros países a dar sinais de que a crise financeira chegou ao fim. Após dois trimestres de queda do Produto Interno Bruto (PIB), a economia avançou 1,9% no período de abril a junho, acima das expectativas dos analistas. Apesar da boa notícia, o País corre o risco de ficar para trás. Os economistas Simão Silber, da Universidade de São Paulo (USP), e Cláudio de Moura Castro, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alertam que sem investimento em educação o País não conseguirá se consolidar entre as maiores economias do mundo.


O economista da UFMG destaca que qualquer iniciativa que produza resultados consistentes para o futuro do País requer tempo, mas a decisão de começar precisa ser agora. “Avançamos, mas é preciso mais para que bons frutos surjam. De qualquer forma, é preciso reconhecer que existe esforço e consciência de que as coisas precisam mudar. A Sangari já está nisso”, afirma o economista da UFMG.


O economista da USP critica a falta de um programa para investimento em educação que, segundo o economista, nunca foi prioridade nos gastos governamentais. Para Silber, o foco do problema é justamente a maneira como o dinheiro aplicado em educação é usado. “Todo país que cresce consegue universalizar o ensino fundamental de qualidade. No Brasil, o ensino superior ainda recebe a maior quantidade de recursos, o que acaba por excluir a população mais carente que não tem acesso ao ensino fundamental de qualidade e, portanto, não chega às universidades de qualidade.”


Qual é a sua opinião? onde estão as falhas da educação no Brasil?

2 comentários:

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