terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Isaac Roitman: escalabilidade é um mérito da metodologia da Sangari

Pesquisador aponta o CTC! como um dos programas de ensino de Ciências já aplicados no Brasil com resultados eficazes

Há vários, e bons, projetos de educação em Ciências no Brasil, e um deles é o programa criado e desenvolvido pela Sangari, o Ciência e Tecnologia com Criatividade – CTC! A afirmação é do pesquisador Isaac Roitman, professor aposentado da Universidade de Brasília, coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências.

Em entrevista, Roitman descreve experiências de Educação científica que estão em curso no Brasil, bem sucedidas e válidas do ponto de vista pedagógico. Ao se referir à metodologia da Sangari, Roitman menciona os mesmos bons atributos que os outros programas apresentam e cita a capacidade do CTC! de atender a muitos alunos simultaneamente.

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Só educação é capaz de romper o ciclo da pobreza, diz conselheiro da Sangari

Juan Carlos Tedesco, ex-ministro da Educação na Argentina, diz que não há uma bala de prata, uma solução só para todos os problemas da educação, e aponta quatro medidas cruciais

Juan Carlos Tedesco, ex-ministro da Educação na Argentina e hoje conselheiro da Sangari, afirma que a pobreza é um círculo vicioso que só pode ser rompido pela Educação. Para ele, quebrar esse ciclo é acabar com uma desigualdade secular e consiste na única saída para se obter uma sociedade igualitária. O especialista em Educação fez a afirmação durante palestra em Buenos Aires, num dos encontros do TED, uma organização sem fins lucrativos que se dedica a defender as chamadas "ideias que valem a pena difundir".

Tedesco afirma que a pobreza é um problema crônico e começa pelas falhas nas escolas. "Os filhos dos pobres frequentam as escolas públicas, mal equipadas, com rotatividade de professores, que produzem resultados educativos pobres. Como consequência, os jovens arrumarão empregos pobres e formarão uma família pobre".

De acordo com ele, quebrar esse ciclo não é algo que possa ser feito com apenas uma medida. "Não há uma bala de prata, uma solução única. A pobreza é um problema complexo, sistêmico, por isso exige soluções sistêmicas."

Para oferecer a Educação de qualidade que começaria a romper tal ciclo, Tedesco sugere quatro ações principais: começar a educar desde muito cedo; oferecer a chamada alfabetização científica e digital; investir na carreira de professor; fixar políticas de longo prazo independentes de prazos de governo, como os mandatos políticos.

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Temos de ajudar o professor agora, afirma Ben Sangari

Presidente da Sangari diz que o Brasil não pode esperar duas décadas para apoiar os professores na missão de dar qualidade à Educação

Temos de ajudar o professor que está na sala de aula agora. Essa é o alerta do físicio inglês Ben Sangari, presidente da Sangari no Brasil, sobre os desafios que o País precisa enfrentar para fortalecer um dos pilares do desenvolvimento socioeconômico sustentável.

Segundo Ben Sangari, o esforço para melhorar a qualidade na Educação brasileira passa necessariamente pelo apoio incondicional ao trabalho dos professores. "Temos de ajudar o professor agora. Não podemos esperar dez, quinze ou vinte anos para formar os professores do futuro", disse ele.

De acordo com ele, esse suporte ao professor requer das políticas de ensino a adoção de metodologias que deem formação e apoio continuados. Ben Sangari afirma que esse tipo de programa já está disponível no Brasil, e com capacidade para atender em larga escala, e não apenas de forma experimental.

É pelo uso dessas metodologias comprovadamente capazes de atender milhões de alunos com qualidade que Ben Sangari aposta no professor como mola propulsora da Educação de qualidade. Com as ferramentas de ensino adequadas, "o professor poderá conduzir aulas investigativas, em vez de levar apenas os alunos a memorizar coisas".

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Não adianta repetir um ano que não entendemos, diz diretora da Sangari

Inés Dussel afirma ao jornal argentino La Gaceta que é preciso modificar o atual sistema que faz o aluno repetir um ano inteiro por problemas em uma ou duas matérias

A diretora da Sangari na Argentina, Inés Dussel, defendeu mudanças no processo de promoção dos alunos no ensino fundamental e médio, em entrevista publicada neste domingo (13/2) pelo jornal La Gaceta, maior diário da província argentina de Tucuman.

Doutora pela Universidade Wisconsin-Madison (EUA), Inés afirma que é improdutivo exigir que um aluno repita um ano inteiro por conta de problemas de aprendizado em uma ou duas matérias. Para ela, o certo seria reestudar somente as disciplinas em que o estudante teve baixo desempenho, promovendo-o naquelas em que foi bem.

Segundo Inés, seria um sistema parecido com os de crédito, bastante conhecido nos EUA e já praticado na Argentina no nível superior. No sistema que hoje vigora na Argentina para os ensinos fundamental e médio, no qual o desempenho ruim em uma matéria pode reprovar o aluno por um ano inteiro, a tendência é desestimular o estudante e provocar sua saída da escola.

Mesmo assim, argumenta a especialista da Sangari, fazer de novo somente as disciplinas em que houve mau desempenho não pode ser algo sem assistência diferenciada. É preciso criar uma forma de ensinar diferente daquela que não teve sucesso. “Fazer duas vezes o mesmo ano que não entendemos não serve para nada”, afirma Inés.

Outro ponto abordado por ela na entrevista é o papel da família na Educação dos filhos. Ela defende que os pais façam um pacto com seus filhos no sentido de colocar os estudos como uma prioridade, ainda que encontrem modelos de escola que não sejam o ideal.

Veja a íntegra da entrevista

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Maior jornal de Goiás e Tocantins publica artigo de Jorge Werthein

Vice-presidente da Sangari mostra os avanços e também os desafios que o Brasil precisa enfrentar para evoluir em pesquisa e desenvolvimento

O mais importante jornal de Goiás e Tocantins, O Popular, publicou nesta terça-feira (8) um artigo do vice-presidente da Sangari, Jorge Werthein, sobre os desafios que o Brasil precisa vencer para ser um protagonista global em pesquisa e desenvolvimento.

O Popular tem sede na capital, Goiânia, e é o diário de maior circulação de Goiás. Pertence à Organização Jaime Câmara, principal grupo de comunicação do Estado, responsável pela retransmissão das programações das emissoras de TV e rádio das Organizações Globo. Estes veículos também são os mais influentes dentro do vizinho Estado de Tocantins.

Werthein utilizou informações de renomados especialistas em Educação e de organismos internacionais de estudos para demonstrar que o Brasil vem avançando, inegavelmente, em P&D, sendo responsável inclusive pelo aumento na competitividade global. Ao mesmo tempo, porém, aponta problemas estruturais que impedem um desempenho melhor.

O principal deles, afirma o executivo da Sangari, é a necessidade de melhorar significativamente a qualidade da educação, especificamente na área de ciências, que tem papel-chave em pesquisa e desenvolvimento. Werthein mostra que as metodologias ultrapassadas desestimulam os alunos e dificultam a formação de cientistas.

Leia a íntegra do artigo

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Na Folha, executivo da Sangari e deputado federal apontam caminhos para a Educação

Jorge Werthein e Newton Lima Neto lembram que autoridades conhecem pontos fracos da Educação, mas cobram ações concretas

A Folha de S.Paulo, jornal diário de maior circulação no Brasil, publicou nesta quinta-feira (3) um artigo escrito em parceria por Jorge Werthein, vice-presidente da Sangari, e Newton Lima Neto, deputado federal (PT-SP). Os autores afirmam que o governo atual demonstra conhecimento acerca dos problemas na Educação brasileira, mas mostram que a correção deles precisa se tornar uma prioridade de fato, com ações concretas imediatas.

Werthein e Lima Neto apontam a sintonia existente entre os discursos da presidente Dilma Roussef e dos seus ministros Fernando Haddad e Aloizio Mercadante em relação ao tema da qualidade na Educação. Trata-se de uma bem-vinda consonância das autoridades com o momento histórico em que se valoriza cada vez mais no mundo a chamada sociedade do conhecimento.

Os dois especialistas listam cinco pontos capitais para se vencer os desafios impostos à escola pública brasileira. São pontos em comum tanto nos discursos das autoridades quanto nas análises dos estudiosos do tema mas, segundo os autores, não basta que sejam consensuais. É preciso que sejam colocados em prática.

Leia a íntegra do artigo

Na Folha, executivo da Sangari e deputado federal apontam caminhos para a Educação

Jorge Werthein e Newton Lima Neto lembram que autoridades conhecem pontos fracos da Educação, mas cobram ações concretas

A Folha de S.Paulo, jornal diário de maior circulação no Brasil, publicou nesta quinta-feira (3) um artigo escrito em parceria por Jorge Werthein, vice-presidente da Sangari, e Newton Lima Neto, deputado federal (PT-SP). Os autores afirmam que o governo atual demonstra conhecimento acerca dos problemas na Educação brasileira, mas mostram que a correção deles precisa se tornar uma prioridade de fato, com ações concretas imediatas.

Werthein e Lima Neto apontam a sintonia existente entre os discursos da presidente Dilma Roussef e dos seus ministros Fernando Haddad e Aloizio Mercadante em relação ao tema da qualidade na Educação. Trata-se de uma bem-vinda consonância das autoridades com o momento histórico em que se valoriza cada vez mais no mundo a chamada sociedade do conhecimento.

Os dois especialistas listam cinco pontos capitais para se vencer os desafios impostos à escola pública brasileira. São pontos em comum tanto nos discursos das autoridades quanto nas análises dos estudiosos do tema mas, segundo os autores, não basta que sejam consensuais. É preciso que sejam colocados em prática.

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