quarta-feira, 24 de novembro de 2010

La Nación publica artigo de Inés Dussel sobre falta de iniciativa das escolas

Diretora de Pesquisa da Sangari na Argentina pede escola mais desafiante, para engajar professores e alunos

O jornal La Nación é o mais importante veículo de comunicação da Argentina ao lado de El Clarín . Ambos são os principais formadores de opinião do país entre os veículos impressos. No último domingo (21/11) o La Nación publicou artigo assinado por Inés Dussel, diretora de Pesquisa da Sangari na Argentina e pesquisadora da Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais. Em seu texto, Inés defende uma participação mais efetiva da escola no processo educativo. Segundo Inés, hoje é comum que os professores apontem a falta de interesse dos alunos como causa dos resultados insatisfatórios, uma postura passiva, segundo ela. Inés conclama a escola argentina a ser mais rica, desafiante e justa para com os estudantes.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mostra feita em parceria com o Museu de História Natural de Nova York ocorre no Parque Ibirapuera a partir de 26 de novembro

A água é elemento essencial à vida no nosso planeta. Mais de 70% da Terra é água, em suas mais diversas formas e estados. Salgada e doce, líquida e sólida. Por decisão da natureza, o Brasil ficou com o maior manancial de água doce do planeta, um privilégio que justifica a realização de uma megaexposição sobre ela no País, a Água na Oca. O evento será aberto no dia 26 de novembro (sexta-feira) e vai durar quase seis meses, até 8 de maio de 2011, ocupando os 8 mil m² de área do pavilhão da Oca, no Parque Ibirapuera. Idealizada e realizada pelo Instituto Sangari, em parceria com o Museu de História Natural de Nova York, Água na Oca é uma exposição concebida no Brasil e para o Brasil, segundo o curador Marcello Dantas. “Fazer uma exposição sobre a água é como montar uma exposição sobre a vida, um assunto igualmente grandioso e infindável. Eleger a abordagem diante da amplitude do tema é a essência desse projeto”, afirma o curador.

A exposição é dividida por temas, ocupando cada um dos pavilhões da Oca. No térreo, a mostra trará as relações entre a água, a vida e o planeta. Também nessa área haverá aquários com mais de 60 espécies de peixes e uma abordagem sobre a ameaça das pescas predatórias. As janelas redondas da Oca terão imagens em computação gráfica com as espécies da zona abissal dos oceanos.

No primeiro andar da Oca o tema será a fúria das enchentes e suas conseqüências. Nessa área também haverá exibição de controle de qualidade da água e seu uso racional. O subsolo da Oca terá obras de arte relacionadas à água, com cinco trabalhos de artistas brasileiros. Uma parceria com o Instituto Goethe irá permitir a exibição de vídeos de artistas internacionais em cujas obras a água seja a protagonista.

Com mais esse megavento, o Instituto Sangari cumpre uma nova e importante etapa em sua missão de levar ao público em geral a perspectiva da cultura científica como elemento de formação da cidadania e do capital humano. Braço social e cultural da Sangari, o Instituto é responsável por outras grandes mostras, como Revolução Genômica, Darwin e Einstein, que foram vistas por mais de um milhão de pessoas, sendo 450 mil estudantes, em São Paulo, Rio de Janeiro, Petrópolis, Brasília, Goiânia, Curitiba e Vitória.

Mais informações podem ser obtidas no site da mostra:www.aguanaoca.com.br/

Estudo de Miriam Abramovay sustenta reportagem do Correio Braziliense sobre racismo

Pesquisa teve também a contribuição de Julio Jacobo, diretor de Pesquisa e Avaliação da Sangari

A mídia brasileira vem dando destaque ao problema do preconceito e da discriminação racial, e o trabalho de parceiros da Sangari tem sido de grande importância para guiar a discussão sobre soluções e políticas públicas nesse sentido. No dia 22 de novembro, o jornal Correio Braziliense fez reportagem sobre a discriminação nas escolas do Distrito Federal tendo como base um extenso estudo de Miriam Abramovay, socióloga com reconhecida atuação no estudo da violência e preconceito racial no ambiente escolar e parceira da Sangari em vários projetos. A pesquisa mostrou, por exemplo, que 55% dos alunos da rede pública do DF já testemunharam cenas de racismo na escola.

Miriam coordenou o estudo a pedido da Secretaria de Educação do Distrito Federal e da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana e contou também com a colaboração de Júlio Jacobo, diretor de Pesquisa e Avaliação da Sangari. Confira abaixo a reportagem publicada pelo jornal Correio Braziliense.

Leia matéria na íntegra.

Exposição "Água na Oca" usa interatividade para gerar debate

Escultura do inglês William Pye: redemoinho artificial

Os debates sobre a questão do meio ambiente ganham um novo fôlego na cidade na sexta (26), justamente a partir de um de seus recursos mais preciosos. A megaexposição "Água na Oca", em cartaz até maio de 2011 no Parque do Ibirapuera, reflete sobre a relação do homem com o líquido que ocupa 70% do planeta. Três andares da construção projetada por Oscar Niemeyer serão ocupados com instalações audiovisuais e interativas, aquários (reais e virtuais), terrários, fotografias, vídeos, esculturas e maquetes de embarcações.

Com curadoria de Marcello Dantas (responsável por outras mostras de grande porte do espaço, como "Bossa na Oca" e "Roberto Carlos - 50 Anos de Música"), a montagem teve origem em "Water: H20 = Life", exibida em 800 metros quadrados do Museu de História Natural de Nova York em 2007. Adaptada para a realidade brasileira com apoio do Instituto Sangari, ela chega a São Paulo com 8.000 metros quadrados, ou seja, dez vezes maior.

"Lá, o viés era somente ambiental e informativo. Aqui procuramos expandir o debate, flertar com a arte, o entretenimento e a política, mas sem cair no discurso panfletário, doutrinário", explica Dantas. Um amplo processo educativo será tocado por monitores treinados pelo Sangari. Os curadores científicos de "Água na Oca", Gustavo de Mattos Accácio e Mário Donizeti Domingos, ressaltam o apelo instrutivo da exposição. "A nossa ideia não é entregar respostas prontas para os estudantes, e sim provocar perguntas, fazer pensar", diz Domingos.Logo no térreo, o espectador depara com o aspecto mais científico das atrações. Ali está um aquário com espécies de peixes de várias regiões do mundo, além de um terrário composto de animais criados em 3D, simulando o ecossistema de um manguezal. Já nas janelas da Oca - não por acaso semelhantes a escotilhas -, vídeos exploram virtualmente o fundo do mar, a 10 quilômetros de profundidade.

Ainda no térreo, uma balança compara o peso proporcional em água de várias espécies. Intitulado "O Desaguar", o subsolo do prédio é reservado às obras de arte relacionadas ao tema da mostra. Conhecido por suas esculturas de aço, pedra e, é claro, muita água, o inglês William Pye apresenta quatro peças. Outros destaques incluem o vídeo "Rain", do alemão Thomas Demand (com imagens em close de gotas caindo, que revelam ser de uma frigideira), uma série de fotografias de natureza da carioca Claudia Jaguaribe e uma instalação assinada pela dupla paulistana Gisela Motta e Leandro Lima, com lâmpadas que emulam o movimento de ondas. O 1º andar é dedicado mais diretamente à nossa relação com a água.

O visitante pode sentir na pele o drama de enfrentar um alagamento, através de uma casa montada em meio a uma tempestade, inclusive com tábuas no chão e água jorrando do lado de fora. Jornais exibidos em paredes trazem reportagens sobre enchentes desde a década de 30.Também no 1º andar, um painel interativo explica que o ato de tomar um copo de suco ou lavar o carro envolve muito mais água do que se imagina, e dá dicas para um uso mais racional e sustentável. Por fim, o 2º andar da Oca é uma espécie de planetário ao contrário. O espectador deita em colchões de água e assiste a uma animação projetada no teto - mais uma vez sobre as profundezas desconhecidas dos mares. "Fomos para a Lua, sonhamos em colonizar Marte e nem sequer chegamos ao fundo dos oceanos", observa Marcello Dantas. "Ainda existe um universo cheio de segredos a ser descobertos."

Fonte: Revista Veja São Paulo 24/11/2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Para ser eficiente, ensino de ciências precisa de método contínuo e com escalabilidade

Para ser eficiente, o ensino precisa não apenas de livros e professores, mas sim de um método que acompanhe os estudantes do ensino básico até o superior e que possa atender o Brasil em larga escala. Essa foi uma das conclusões do debate "Desafios da Educação Científica no Brasil", promovido pela Unesco e realizado na Folha de S.Paulo na última quinta-feira (11/11).

O debate fez parte da agenda de eventos da Unesco para o "Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento", comemorado em 10 de novembro. Participaram do debate o representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny; o professor de Química da Universidade Federal de Pernambuco e membro da Comissão Técnica do Programa Nacional do Livro Didático em Ciências do Ministério da Educação, Antonio Carlos Pavão; o presidente da Sangari, Ben Sangari; e o editor de Ciências do jornal Folha de S.Paulo, Reinaldo José Lopes, como mediador do encontro.

Para Defourny, da Unesco, o sistema brasileiro de ensino perde eficiência por não ter uma linha de continuidade no ensino de ciências. "É preciso manter o aprendizado desde o começo do ensino fundamental até a faculdade, senão os esforços se perdem pelo caminho", afirmou ele.
Defourny defendeu a existência de um método de longo prazo para sistematizar esse ensino e que tenha escala suficiente para alcançar os milhões de estudantes brasileiros. Segundo ele, o Brasil detém o conhecimento e os profissionais necessários, mas está faltando um método que ajude a manter o foco no aprendizado de ciências para os alunos, sem se perder em mudanças de propostas a cada ano.

Ben Sangari apresentou dados sobre a relação que existe entre um bom ensino de ciências e a produção científica de ponta que existe em países que investem em educação. Segundo Sangari, o Brasil, com seus 33 milhões de crianças no ensino fundamental, precisa adotar uma ferramenta de ensino de Ciências urgentemente. "Não dá para esperar dez anos para se tomar essa decisão. Tem de ser agora, para não se perder uma geração de bons profissionais num futuro breve",disse ele.

Segundo Sangari, para dar conta desse desafio, um método de ensino precisa ter escala, ou seja, capacidade de atender a um grande volume de alunos num país das dimensões que tem o Brasil, e com rapidez, citando o método criado por sua empresa, CTC - Ciência e Tecnologia com Criatividade, como exemplo de produto pronto para essa finalidade. "Não adianta apenas distribuir livros didáticos se o aluno não tiver interesse pela Ciência", completou.

O professor Antonio Carlos Pavão defendeu o uso de livros didáticos no ensino de Ciências, mas acompanhado de métodos como o da Sangari, em que o aluno é levado a exercitar sua curiosidade científica. "Eu defendo a ideia do aluno-cientista, mas a escola tradicional não fomenta isso, porque ainda está baseada num modelo do século XVI, com um mestre em frente a um grupo de alunos sentados e obrigados a memorizar conteúdo", afirmou Pavão.
Segundo o professor, "é preciso quebrar as paredes da escola" e aproximar as crianças da Ciência. "Em vez de falar de insetos numa aula dentro de uma sala fechada, deve-se levar a criança até o pátio da escola e mostrar um formigueiro para ela", comentou Pavão.

Assista aos depoimentos dos participantes do debate.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ben Sangari é convidado pela Unesco a debater educação científica na Folha de S.Paulo

O físico Ben Sangari é um dos participantes do debate "Os Desafios da Educação Científica no Brasil" a ser realizado hoje, 11 de novembro, na sede da Folha de S.Paulo, jornal de maior circulação no Brasil. Presidente da Sangari e do Instituto Sangari, Ben foi convidado pela Unesco para apresentar sua experiência de mais de dez anos em favor da cultura científica nas escolas públicas e particulares do Brasil. O painel é o programa principal no encerramento das atividades do "Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento".

O "Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento" tem como objetivo analisar, discutir e apontar os efeitos do desenvolvimento científico e tecnológico no mundo e como usá-los para melhorar as condições de vida no planeta. O Instituto Sangari apoia o evento desde sua estreia no Brasil.

Ao lado de Ben Sangari, estarão no debate o representante da Unesco no Brasil, embaixador Vincent Defourny e o editor de Ciências da Folha de S.Paulo, Reinaldo Lopes. Para Ary Mergulhão Filho, Oficial de Ciência e Tecnologia da Unesco e organizador do painel, o Brasil ainda é muito carente em informações sobre Ciências em todos os segmentos da sociedade, o que exige reações rápidas e pragmáticas de correção de rumos.

Segundo Mergulhão, a ideia de convidar Ben Sangari para o debate é aproveitar sua visão prática do ensino de Ciências sobre como resolver essa lacuna histórica. "As ações que Ben propõe mostram que ele sabe fazer as escolhas necessárias para se implementar, na prática, um programa eficiente de educação científica para o Brasiil", afirma Mergulhão.

O Instituto Sangari fará a cobertura completa do evento, com entrevistas e vídeos do evento. O conteúdo do debate estará disponível também no site da Folha de S.Paulo. O encontro começará às 20h e tem previsão de encerramento às 22h.

Durante o debate, o Instituto Sangari fará a distribuição da obra "Em Um Futuro Não Tão Distante", compilação de oito palestras proferidas por renomados pesquisadores durante a exposição Darwin, no Rio de Janeiro. O Instituto fará ainda a distribuição de 65 unidades do catálogo da exposição Darwin e de exemplares do Jogo do Aprendiz.

A data escolhida como "Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento" é 10 de novembro, mas no Brasil os encontros para discutir o tema se dividirão entre os dias 9 e 11 de novembro.

A abertura das discussões sobre o "Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento" se dará no dia 9 de novembro em Brasília. Serão várias atividades no prédio do Senac, localizado na W4 Sul, SEUPS 703/903, Bloco A, Brasília.

No dia 10 aconteceu, também em Brasília, uma Audiência Pública sobre a importância da ciência pela paz e pelo desenvolvimento e lançamento do Relatório Unesco sobre Ciência 2010. Pela primeira vez, o Brasil terá um capítulo exclusivo nessa publicação anual da Unesco. A audiência será no plenário da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal.

O encerramento se dará hoje (11/11), em São Paulo, com o debate na Folha de S.Paulo. O evento será no auditório do jornal, que fica na Alameda Barão de Limeira, 425, 9º andar, região central de São Paulo. As inscrições podem ser feitas por telefone: 11- 3224-3473 ou por email eventofolha@grupofolha.com.br

Brasil celebra o conhecimento científico em favor da paz e do desenvolvimento

Estabelecido pela Unesco em 2001, o "Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento" é comemorado no Brasil, desde 2005, todo dia 10 de novembro. Neste ano, as celebrações começaram um dia antes, com a abertura oficial da data em Brasília. Várias atividades ocorreram na sede do Senac , entre elas a premiação, nesta terça-feira (9/11), de estudantes e professores do Ensino Médio que concorreram no Concurso de Trabalhos Escritos e Desenhos de 2010, cujo tema foi Biodiversidade. Os três primeiros colocados e seus professores concorreram a uma viagem nacional com todos os custos pagos para conhecer instituições de ensino e pesquisa no Brasil.

A novidade da premiação deste ano é a atração Ciência em Show, grupo de cientistas que apresenta experimentos científicos no formato de esquetes de teatro. A programação de abertura incluiu também mesa redonda sobre Biodiversidade, com a participação do Representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, e da bióloga e escritora Nurit Bensusan. Durante o evento, foi lançado o kit "O Mar em Verso: o Universo do Mar" e "Mar Biodiverso", publicação de Bensusan, produzida pelo Ministério do Meio Ambiente. No mesmo evento, foi lançada também publicação da Unesco com os melhores trabalhos e desenhos desta edição do concurso.

Amanhã, quando se celebra de fato o "Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento", acontecerá, também em Brasília, audiência pública sobre o tema, além do lançamento do Relatório Unesco sobre Ciência 2010. Pela primeira vez, o Brasil terá um capítulo exclusivo nessa publicação anual. A audiência será no plenário da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal.

O encerramento será hoje (11/11), em São Paulo, com o debate no auditório do jornal Folha de S. Paulo (Alameda Barão de Limeira, 425, 9º andar, região central de São Paulo) do qual participarão o físico e presidente da Sangari, Ben Sangari, o representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, e o editor de Ciências da Folha, Reinaldo Lopes. As inscrições podem ser feitas por telefone: (11) 3224-3473 ou por e-mail eventofolha@grupofolha.com.br.

O "Dia Mundial da Ciência representa uma oportunidade para se refletir sobre a importância da ciência na construção da paz e do desenvolvimento econômico e social. A proposta da Unesco engloba: fortalecer a consciência pública do papel da ciência na promoção de sociedades sustentáveis e pacíficas; promover o intercâmbio nacional e internacional do conhecimento científico; renovar o compromisso nacional e internacional no uso da ciência em prol da sociedade; enfatizar os desafios enfrentados pela ciência e fomentar o apoio à promoção do desenvolvimento científico.