terça-feira, 21 de junho de 2011

Sangari é Empresa Amiga da Criança

Fundação Abrinq concede o selo pelo compromisso com a infância e a adolescência

Criado pela Fundação Abrinq em 1995, o Programa Empresa Amiga da Criança mobiliza empresas para uma atuação social em benefício de crianças e adolescentes no Brasil. A Sangari também faz parte desse grupo. Acaba de receber o selo da Fundação Abrinq.

O Programa, que estimula o investimento social privado em ações para a infância e adolescência e apoia as empresas na qualificação de suas ações, está simultaneamente estimulando a aplicação, no âmbito empresarial, do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Entre as vantagens de ser uma Empresa Amiga da Criança, está o fato de integrar uma rede de empresas comprometidas com a situação da infância brasileira. Com o reconhecimento por parte da Fundação Abrinq, a Sangari passa a ter o direito de uso do selo Empresa Amiga da Criança, que agrega valor a sua marca e vale também como um diferencial para sua imagem.

Entre os compromissos que as empresas assumem para receber o selo Empresa Amiga da Criança está o desenvolvimento de uma ação de conscientização que deve ser realizada com todos os públicos da empresa, informando sobre os prejuízos do trabalho infantil.

A Fundação Abrinq é uma instituição sem fins lucrativos criada em 1990, mesmo ano da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Seu principal objetivo é mobilizar a sociedade para questões relacionadas aos direitos da infância e da adolescência. Tem como orientação a Convenção Internacional dos Direitos da Criança (ONU, 1989), a Constituição Federal Brasileira (1988) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990).

“Como Empresa Amiga da Criança, a Sangari pretende contribuir para missão da Fundação Abrinq de promover a defesa dos direitos e o exercício da cidadania de crianças e adolescentes”, afirma o presidente da Sangari Brasil, Ben Sangari. Com seu método de ensino de Ciências, a Sangari vem revolucionando o aprendizado dessa disciplina em centenas de escolas brasileiras.

The Economist destaca pesquisa do Instituto Sangari

Em matéria sobre violência no Brasil, revista inglesa utiliza dados do Mapa da Violência

A prestigiada revista inglesa The Economist, especializada na cobertura de temas políticos e econômicos, publicou matéria sobre a violência no Brasil, com destaque para a situação do Estado de Alagoas e mais especificamente de sua capital Maceió. Sob o título "Crime no Brasil -- Sempre conosco -- A violência continua, mas em lugares diferentes", a publicação, em sua edição deste mês de junho, entrevista o autor do Mapa da Violência 2011, Julio Jacobo Waiselfisz, e menciona o Instituto Sangari como "think-tank", um centro de reflexão (ver matéria na íntegra abaixo).

Always with us
Violence continues, but in different places

THE road from Maceió, the capital of Alagoas state, to its airport passes luxury-car showrooms and shops selling outsize Jacuzzis. In the central reservation, indigent families live under plastic sheeting. Even by the standards of Brazil’s north-east, Alagoas is scarred by poverty and extreme inequality. With 107 murders per 100,000 people, Maceió is also the most violent state capital in Brazil, just as, with 60 murders per 100,000, Alagoas is the country’s most violent state (see chart). It is a place of sugar and cattle, where the sugarcane cutters settle scores with fists and knives and the well-connected escape punishment by using contract killers instead.

Year-round sunshine, beautiful beaches and coral reefs mean tourism offers Alagoas’s best chance of development. But its status as Brazil’s crime capital puts that at risk. State officials are desperate to point out that Alagoans kill each other, not outsiders, and in slums, not beauty spots. Victims and murderers are often indistinguishable: unemployed, illiterate, drug-addicted young men, says Jardel Aderico, the state secretary for peace, whose job title represents an aspiration.

Brazil’s murder rate barely budged during the past decade, at around 26 per 100,000. But the geography of murder changed, notes Julio Jacobo Waiselfisz of the Instituto Sangari, a think-tank in São Paulo. In 1998 São Paulo and Rio de Janeiro were more violent than average; Alagoas was not. Better policing and economic growth have seen the murder rate fall by nearly two-thirds in São Paulo and two-fifths in Rio over the decade. Criminals squeezed out of long-held strongholds followed the money to areas of new industrial development and tourist destinations. Illegal logging and land grabs, together with new cross-border routes for guns and drugs, stoked crime in the Amazon. And Alagoas, its state government debt-ridden and police force weak, corrupt and often on strike, was at times close to lawless.

Things are starting to improve in Alagoas. The World Bank, which in 2009 lent the state $195m to stabilise its finances and improve its management, says the loan targets have been met. It is now working with the state on a plan to eradicate extreme poverty. Alagoas’s governor, Teotônio Vilela Filho, recently re-elected for a second term, has bought the police new cars and guns, and ended the practice of appointing police chiefs according to their political connections. Mr Aderico hopes that “peace lessons” in schools will create a less violent generation of Alagoans.
But in the short term the state’s best hope of moving down the murder rankings is for others to move up. Local politicians want to split Pará, a large Amazonian state, into three. If they succeed, Brazil’s map of violence will change once more. Marabá, which would become capital of south Pará, would inherit the title of murder capital and spare Maceió its shame.

The Economist - 09/06/2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

Estudantes brasileiros ganham prêmios de ciências nos EUA

Por Luciano Milhomem

Dezesseis estudantes brasileiros foram premiados na edição 2011 da Feira Internacional Intel de Ciência e Engenharia. Alunos do Ensino Médio ou Técnico de diversas cidades do país, eles desenvolveram projetos científicos em diferentes áreas, de Engenharia a Meio Ambiente, passando pelas Ciências Sociais e do Comportamento. Programa da Sociedade pela Ciência e pelo Público, organização sem fins lucrativos dedicada ao envolvimento da sociedade em pesquisa científica e educação, a Intel ISEF reuniu em Los Angeles, no último dia 13 de maio, mais de 1500 finalistas, que disputavam mais de U$ 4 milhões em prêmios em dinheiro, bolsas de estudo e outros benefícios.

“Patrocinamos a Feira Internacional de Ciência e Engenharia por acreditarmos que a matemática e a ciência são imperativas para a inovação”, afirmou Shelly Esque, vice-presidente de Assuntos Corporativos do Grupo Intel. “Essa competição global destaca a juventude que tenta resolver os desafios mais prementes do mundo por meio da ciência”, completou. Neste ano, mais de 1500 jovens empreendedores, inovadores e cientistas foram selecionados para competir na Feira, a maior competição de pesquisa científica do mundo voltada para estudantes do Ensino Médio. Os jovens foram selecionados em 443 feiras afiliadas em 65 países, regiões e territórios, entre eles o Brasil.

Para Marcelo Jung Eberhardt, 18 anos, de Novo Hamburgo (RS), a participação na Intel ISEF representa o início de sua jornada científica e a recompensa por longo tempo de trabalho e horas de laboratório. “Participar de um evento como esse, conhecendo novas pessoas, novas culturas, e aprendendo cada vez mais sobre assuntos diversos é algo que não tem preço, nem explicação”, declara à Sangari o co-autor do projeto “Bioremoção do Cromo em Resíduos de Couro”, realizado em parceria com Patrick Comassetto Fuhr, seu colega de 4º ano no curso técnico em Química na Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha. Marcelo e Patrick mereceram o prêmio porque desenvolveram metodologia inovadora que permite remover cerca de 80% do cromo no resíduo de couro. “O cromo é um metal pesado que traz risco à saúde humana, além de causar problemas ambientais”, explica Marcelo.

Da mesma escola, Vinícius Muller, 19 anos, relata que vem trabalhando com pesquisa há 3 anos com o objetivo de participar da Intel ISEF. “Este ano foi minha última oportunidade de tentar alcançar esse sonho, uma vez que meus estudos no Ensino Técnico foram concluídos no ano passado. Portanto, essa conquista tem um significado muito especial para mim. Agora, ter o projeto reconhecido entre tantos outros trabalhos excelentes é indescritível. Tenho certeza de que todo esforço e dedicação valeram muito a pena não só por esse resultado, mas por toda aprendizagem que adquiri e pessoas que conheci durante toda essa trajetória e que certamente vou levar para sempre”, declara.

Vinícius fez jus ao prêmio ao desenvolver o projeto “Tocando Notas II: Música para os Sentidos”, que consiste em um dispositivo com o qual deficientes auditivos podem perceber a música por meio do tato. “A ideia é resgatar a música para a pessoa surda e expandir sua capacidade musical para outros sentidos. Esse dispositivo vai interpretar as notas musicais recebidas e codificá-las em vibrações, de acordo com suas respectivas características. Ele pode ser conectado em instrumentos musicais ou no computador”, explica o estudante.

O tato humano, no entanto, tem sensibilidade para perceber frequências de até cerca de 1kHz, enquanto o ouvido é capaz de perceber frequências de aproximadamente 20kHz, segundo o jovem pesquisador. Dessa forma, muitas informações musicais seriam perdidas se enviadas diretamente para a pele. “Portanto, criei um controle de altura das notas por oitava, de maneira que a frequência das vibrações pudesse ser reduzida de forma padronizada e adequada para esse fim, expandindo a faixa de notas perceptíveis pelo tato, aumentando a sensibilidade da música pela pele, mas sem que essas vibrações perdessem suas características e qualidades musicais”, detalha.

Para os estudantes gaúchos, a escola fez toda a diferença. “Terminei o Ensino Técnico em Eletrônica no ano passado. Pelo fato de ser um ensino técnico, percebo que a maior parte dos conteúdos da aula de física era bem explorada, com demonstrações e experiências práticas, o que facilitava a aprendizagem do conteúdo e também instigava o entendimento de determinados fenômenos. Por outro lado, às vezes, sentia falta desses conceitos em disciplinas de Biologia e Química, por exemplo, que muitas vezes eram trabalhadas de forma rápida e pouco interessante, buscando atender aos conteúdos listados no vestibular”, relata Vinícius. Marcelo garante que não mudaria uma vírgula na escola em que está. “Sendo a Fundação Liberato uma escola técnica, fazemos, vemos e aprendemos ciência todos os dias”, afirma.

Abaixo, a relação completa (em ordem alfabética) dos premiados brasileiros na Intel ISEF 2011 (Grande Prêmio e Prêmio Especial).

Vencedores do Grande Prêmio:

Adriana Ferreira Santana e Tiago Tolone Craveiro de Oliveira.
ETEC Getúlio Vargas, São Paulo, SP
17 anos.
Projeto: “Oilchemistry: Recycling of Soybean Oil to Produce Alkyd Resins and Paint.”
Área: Gestão Ambiental.

Ana Sofia Cardoso Monteiro.
Colégio Marista São Luis, Recife, PE.
16 anos.
Projeto: “The Constitutionality Index: A Judiciary and Macroeconomic Guidance
for International Entrepreneurs When Investing in National Economies.”
Área: Ciências Sociais e do Comportamento.

Kawoana Trautman Vianna.
Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Veira da Cunha, Novo Hamburgo, RS.
18 anos.
Projeto: “Fabric to Health Treatments Impregnated of Zirconium Oxide and Silver Nanoparticles with Chitosan II.”
Área: Medicina e Ciências da Saúde.

Lorraine da Silva Campos e Vanessa Estefano Uriza.
Escola Americana de Campinas, Campinas, SP.
16 anos.
Projeto: “Preparation of Hyaluronic Acid Nanoparticles with A. chica for Applications
in Wound Healing.”
Área: Engenharia de Materiais e Bioengenharia.

Marcelo Jung Eberhardt e Patrick Comassetto Fuhr.
Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, Novo Hamburgo, RS.
18 anos.
Projeto: “Bioremoving of Chrome in Leather Shavings.”
Área: Gestão Ambiental.

Vinícius Guilherme Muller.
Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, Novo Hamburgo, RS.
19 anos.
Projeto: “Touching Notes II: Music for the Senses.”
Área: Engenharia Elétrica e Mecânica.

Vencedores do Prêmio Especial:

Amanda De La Rocque Rodrigues (20 anos), Carlos Henrique Leite da Silva (19) e Paolo Damas Pulcini (19).
Escola Técnica Getúlio Vargas, São Paulo, SP.
Projeto: “An Expanded Polystyrene-based Ion-exchange Resin and Analysis of Its Retention of Heavy-metal Ions.”
Prêmio do National Collegiate Inventors and Innovators Alliance/ The Lemelson Foundation.

Heitor Geraldo da Cruz Santos.
Colégio GGE, Recife, PE.
16 anos.
Projeto: “Problematizing Pedagogy as a Nutritional Education Strategy: A Social Constructivist Approach.”
Prêmio da China Association for Science and Technology (CAST).

Leonardo de Oliveira Bodo.
Dante Alighieri, São Paulo, SP.
17 anos.
Projeto: “Weaving Health: The Weaving of Antimicrobial Substances from the
Ootheca of the Banana Spider II.”
Prêmio da American Society for Microbiology.

Lucas Ribeiro Mata.
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense, Macaé, RJ.
17 anos.
Projeto: “Thermoprocessing Prototype Plant for the Sugar Cane Bagasse Aiming the Production of Dimethylether.”
Prêmio do International Council on Systems Engineering – INCOSE.

Matheus Manuppella.
Colégio Hebraico Brasileiro Renascença, São Paulo, SP.
17 anos.
Projeto: “The Technologies as a Resource for the Effective Learning of the Adolescents and Bearers of ADHD (Attention Deficit Hyperactivity Disorder).”
Prêmio do Illinois Institute of Technology – College of Psychology.

Mais informações no site www.societyforscience.org .