quarta-feira, 30 de junho de 2010

Você é capaz de extrair petróleo do fundo do oceano?

por Cíntia Moura
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O Museu Exploratório de Ciências (MC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desafiou jovens estudantes, curiosos e entusiastas por ciência de todo o país a planejar, construir e operar um equipamento capaz de extrair petróleo das camadas do pré-sal.

O chamado 4º Grande Desafio reuniu mais de duas mil pessoas no último dia 27 de junho, no Ginásio Multidisciplinar da Unicamp, onde os participantes apresentaram suas engenhocas.

Os grupos foram analisados pelos critérios de criatividade, apresentação, desempenho e processo de desenvolvimento. Disputaram os prêmios nas categorias: "Solução mais criativa", "Melhor trabalho em equipe", "Melhor desempenho", "Melhor solução" e "Super Solução". Além de outros, como os divertidos "Caracterização da equipe", "Torcida mais animada" e "Equipe Comunitária".

O Instituto Sangari, apoiador do projeto desde sua idealização, foi representado no evento por Juliana Estefano, gerente de relacionamento, que entregou o prêmio de "Melhor solução" para o grupo do ensino fundamental II.

Foram entregues 24 prêmios, 21 deles para o Ensino Fundamental I, Fundamental II e Ensino Médio. Os participantes em geral concorreram aos três últimos prêmios: "Super Solução", "Melhor Torcida" e "Equipe Comunitária".

Como incentivo, o Museu Exploratório de Ciências patrocina uma viagem aos finalistas para participar da 62ª Reunião Anual da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que acontece em Natal, Rio Grande do Norte, de 25 a 30 de julho próximo.

Clique aqui para ver as engenhocas.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Botucatu recebe Palma de Ouro por projetos inovadores na Educação

por Luciano Milhomem
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Trabalho do secretário Narcizo Minetto Júnior é reconhecido em todo o país; escolas usam metodologia da Sangari

Projetos pedagógicos que visam ao desenvolvimento da educação e a integração das ações do poder público para melhorar a qualidade de vida da população, assim como o correto gerenciamento e aplicação dos recursos públicos, garantiram pelo segundo ano consecutivo o Prêmio Palma de Ouro à Prefeitura de Botucatu, na figura de seu secretário de Educação, Narcizo Minetto Júnior.

O prêmio foi entregue durante o "6º Educa Brasil Encontro Nacional de Secretários Municipais de Educação",realizado em Balneário Camboriú (SC) entre os dias 20 e 23 de junho. A Palma de Ouro é conferida aos 100 melhores gestores municipais de Educação em todo o país.

O pluralismo de ideias, a valorização dos profissionais e a igualdade de condições estão entre os critérios para a escolha dos gestores educacionais entre os mais de 5.500 municípios brasileiros. Segundo os organizadores, o prêmio é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Botucatu, por meio de sua Secretaria de Educação.

Entre as inovações pedagógicas da pasta de Minetto Júnior em Botucatu está a adoção do Ciência para Gente como parte do programa "Grande Arrancada da Educação", série de mudanças com realização prevista até 2012. Na cidade paulista, a 235 quilômetros da capital, o Ciência para Gente é o nome que recebe o método Ciência e Tecnologia com Criatividade CTC, desenvolvido pela Sangari Brasil.

O Ciência para Gente/CTC beneficia mais de 9 mil alunos do 1º ao 9º anos da rede pública do Ensino Fundamental. No total, são 258 professores e dezenas de gestores da rede de ensino municipal que já recebem apoio e fromação da equipe de implementação da Sangari Brasil.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Final do 4º Grande Desafio acontece neste domingo, em Campinas

No domingo, 27, cerca de 800 estudantes vão simular a extração de petróleo nas águas ultraprofundas das camadas do pré-sal. A empreitada faz parte da final do 4º Grande Desafio (GD), do Museu Exploratório de Ciências (MC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O evento é aberto ao público e acontece das 9 às 17h, no Ginásio Multidisciplinar da universidade.

Na ocasião, conhecida como "Grande Dia", os participantes devem provar que suas engenhocas são capazes de retirar petróleo do fundo do mar. Serão quatro aquários de noventa litros para a operação dos equipamentos. Cada equipe terá seis minutos para demonstrar a performance do aparelho, sendo três para montagem e outros três para a operação.

Não basta perfurar. É preciso evitar o vazamento do "petróleo" durante a extração. Retirar óleo de cozinha de um pote de plástico, no fundo de um aquário, vai apresentar desafios complexos e situações inesperadas, a exemplo dos acontecimentos enfrentados pela petroleira British Petroleum (BP), no Golfo do México, há mais de dois meses.

As equipes serão premiadas de acordo com as categorias de inscrição: Fundamental I (6º e 7º anos), Fundamental II (8º e 9º anos), Ensino Médio e Categoria Livre. Os grupos serão avaliados pelos critérios: criatividade, apresentação, desempenho e processo de desenvolvimento. As equipes vencedoras recebem certificados de participação e um passeio cultural a Centros e Museus de Ciências, em São Paulo.

Entre os prêmios disputados estão: "Solução mais criativa", "Melhor trabalho em equipe", "Melhor desempenho", "Melhor solução" e "Super Solução". Além de outros, como os divertidos "Caracterização da equipe", "Torcida mais animada" e "Equipe Comunitária". A Organização cogita a volta do divertido prêmio "Fracasso mais espetacular".

Estímulo na reta final

A descoberta de petróleo nos reservatórios de Tupi na Bacia de Santos, divulgada ontem, foi comemorada pelos participantes. Com as descobertas do pré-sal, a busca por soluções inovadoras, tecnologias de exploração e mão-de-obra especializada, deve aumentar.

De acordo com os organizadores, atividades de divulgação científica como o GD, contribuem para a formação de futuros profissionais. Recentemente, o Museu Exploratório foi contemplado pela chamada pública Promopetro, da Financiadora de Estudos e Projetos do Governo Federal (FINEP). O edital selecionou propostas inovadoras, para despertar vocações nas áreas tecnológicas, abrangidas pelos setores de Petróleo & Gás, Biocombustíveis e Petroquímica.

Sobre o Museu Exploratório de Ciências e o Grande Desafio

O Museu Exploratório de Ciências - UNICAMP coloca-se como um espaço acessível de convívio social, educação e lazer. Com seus projetos multidisciplinares e interativos atua, sobretudo, na disseminação da cultura científica, estimulando a curiosidade e a construção do pensamento crítico. Seu público-alvo primordial é o infanto-juvenil.

O Grande Desafio é uma atividade da Oficina Desafio, desenvolvida pelo MC Unicamp em parceria com o Instituto Sangari. De forma lúdica e prática, busca incentivar o público estudantil a desdobrar os conhecimentos adquiridos na escola e no dia-a-dia, valorizando o enriquecimento intelectual e humano.

Museu Exploratório de Ciências - 25/06/2010

Espécie considerada extinta é redescoberta após 60 anos

por Fabio Vitta
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Na atual crise de biodiversidade, onde as taxas de extinção de espécies aumentaram devido ao impacto humano nos habitats naturais, nem tudo são más notícias.

Uma pequena planta em uma pequena ilha do Atlântico do Sul foi redescoberta, por pesquisadores do Jardim Botânico de Kew na Inglaterra, em seu ambiente natural após 60 anos de ser considerada como extinta.

Anogramma ascensionis é uma pequena samambaia que cresce na Ilha Ascenção. Locais geograficamente isolados costumam ter uma grande proporção de espécies endêmicas, isto é, espécies que ocorrem exclusivamente naquele local, e este é o caso da espécie de Anogramma . Por séculos a vegetação da ilha foi consumida por cabras, coelhos, ovelhas e outros animais ali introduzidos.

Em 24 horas esporos da samambaia foram levados da Ilha Ascenção até os laboratórios do Jardim Botânico, onde atualmente 60 plantas estão em cultivo. Um dos propósitos do cultivo é o repovoamento da ilha com exemplares da espécie até há pouco tempo considerada extinta. Segundo Stephen Hopper, diretor do Jardim Botânico: “Numa altura de perda de biodiversidade sem precedentes, esta descoberta excitante dá-nos esperança de que as espécies possam resistir”

Fábio Vitta, doutor em ciências biológicas e coordenador de unidade da Sangari Brasil

SAIBA MAIS:
Botânicos redescobrem planta que se pensava extinta
Especialistas redescobrem planta extinta há 60 anos

quinta-feira, 24 de junho de 2010

TV Record mostra o CTC nas salas de aula em Botucatu

Por Luciano Milhomem
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No ano passado, eram só livro e lousa. Hoje, a gente traz a ciência para a sala de aula", diz professora em reportagem sobre programa da Sangari

Em televisão, um minuto é bastante tempo. Em dois minutos, então, pode-se contar uma boa história e, mais que isso, significa que o conteúdo é importante, sobretudo se for jornalístico. Pois, no último dia 20 de maio, a TV Record exibiu matéria de mais de 2 minutos sobre o programa CTC - Ciência e Tecnologia com Criatividade na rede pública de ensino de Botucatu, cidade do interior paulista a 235 quilômetros da capital.
A reportagem foi ao ar no telejornal SP Record, exibido de segunda a sábado a partir das 19h00. Sob a chamada "Aula diferente: ciência na prática", a matéria do repórter Egberto Caliani destacou as vantagens de ensinar e aprender ciências pelo método da investigação. A estudante Verônica Ribeiro de Lima, de 6 anos, relata na entrevista sua experiência com peixes em um aquário que ela e seus colegas montaram durante as aulas.

"Hoje, as crianças procuram aprender vendo, vivenciando, através do concreto. No ano passado, eram só livro e lousa. Hoje, a gente tem a experiência, traz a ciência para a sala de aula", afirma a professora Márcia Ventrela, com a autoridade de 20 anos de magistério. Com ela concorda o secretário municipal de Educação, Narciso Minetto: "Em todos os lugares [onde foi implementado], o projeto diminuiu a taxa de evasão. Passou a ser atrativo. Eu gosto muito que o aluno aprenda na prática, não só na teoria".

Em Botucatu, o CTC recebe o nome de Ciência para Gente. O método beneficia mais de 9 mil alunos do 1º ao 9º anos do Ensino Fundamental. No total, são 258 professores, 12 diretores, 12 vice-diretores e 17 coordenadores de ensino que já estão sendo apoiados e treinados pela equipe de implementação da Sangari.

O Ciência para Gente faz parte do programa A Grande Arrancada da Educação, série de mudanças que devem ser implantadas até 2012, segundo a Secretaria de Educação de Botucatu. "Fizemos várias pesquisas para identificar quais projetos educacionais nos ajudariam a ampliar a qualidade do ensino, a estimular os alunos e a combater a evasão escolar", relata Minetto ao canal de notícias da Sangari. "Gostei do programa de Educação em Ciência desde o primeiro momento, em eventos da área de Educação. Com ele, os alunos podem aprender praticando, fazendo ciências. Isso se chama inovar", acrescenta.

Confira a reportagem: http://migre.me/ROJz

terça-feira, 22 de junho de 2010

Salão de ciência quer integrar estudantes e difundir pesquisa brasileira

Evento, que começa no próximo dia 26, é simultâneo à 62ª SBPC.

Permitir a integração dos estudantes de ensino médio, técnico, graduação e pós-graduação e difundir diversas pesquisas produzidas no Brasil encabeçam a agenda do 2º Salão de Divulgação Científica da UNE, UBES e ANPG. O evento se realiza em Natal, entre os próximos dias 26 e 30, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, juntamente com as atividades de 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) recebeu resumos de trabalhos para seleção até o último dia 30. Todos deveriam se adequar a um dos doze eixos temáticos, que dão ideia da abrangência deste 2º Salão: Trabalho; Educação; Políticas Públicas; Saúde; Habitação e Planejamento Urbano; Propriedade Intelectual; Ciência, Tecnologia e Inovação; Meio Ambiente; Diversidade e Cultura; Memória e História; Mídia e Comunicação; e Questões de Gênero.

Para mais informações: www.anpg.org.br

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Espírito Santo em contagem regressiva para a Mostra Einstein

Secretário de Educação do Espírito Santo, Haroldo Correa Rocha e Ben Sangari, presidente da Sangari Brasil e do Instituto Sangar

por Luciano Milhomem
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O Governo do Estado do Espírito Santo, por intermédio da Secretaria Estadual de Educação, firmou convênio com o Instituto Sangari, no dia 18 de julho, para a realização da mostra internacional Einstein, que entrará em cartaz no Palácio Anchieta, em Vitória, na partir de 7 de julho. Os capixabas terão até 3 de outubro para visitar a exposição sobre a vida e a obra do célebre cientista alemão.

“A exposição trabalha o gênio que produz conhecimento a partir da realidade. Einstein foi um cientista que saiu de dentro de seu gabinete. Envolveu-se em questões políticas, sociais. Ele entedia o papel social do cientista”, diz o consultor científico da mostra, professor Alfredo Tolmasquim. Para o secretário de Educação do Espírito Santo, Haroldo Rocha, “a mostra é grande mobilizador de professores e estudantes em torno da ciência, dando a versão compreensível da ciência. Precisamos desmistificar a ciência para a juventude.”

O presidente da Sangari Brasil e do Instituto Sangari, Ben Sangari, chama a atenção para o fato de que “no século 21, o conhecimento científico deve ser o centro de nossas ações educativas. Quando a educação científica é colocada no centro do planejamento, motiva os alunos a melhorarem o desempenho em outras áreas.”